Telescópio James Webb traça mapa inédito das estruturas do universo

Astrônomos criam mapa detalhado e inédito do cosmo a partir de observações do Telescópio Espacial James Webb

atualizado

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Ilustração colorida do Telescopio James Webb - Metrópoles
1 de 1 Ilustração colorida do Telescopio James Webb - Metrópoles - Foto: dima_zel/Getty Images

Imagine traçar um mapa das estruturas do universo. Foi exatamente isso que astrônomos fizeram ao reconstruir o esqueleto do cosmo a partir de um dos maiores levantamentos já realizados pelo Telescópio Espacial James Webb (JWST). A descoberta permitiu identificar a evolução de galáxias desde a criação do espaço, há cerca de 13 bilhões de anos.

Publicada no The Astrophysical Journal, no dia seis  de maio, a pesquisa liderada por cientistas da Universidade da Califórnia em Riverside (UCR), nos EUA, revelou como as galáxias e aglomerados galácticos se interconectam e são influenciados, de forma intrínseca e extrínseca, pela formação e morte de estrelas ao longo do tempo cósmico.

Maior levantamento da história do JWST

A reconstrução foi possível graças ao COSMOS-Web, o maior programa já executado pelo telescópio, que somou 255 horas de observação.  Esse novo mapa supera os levantamentos anteriores feitos pelo Hubble e divulgados em 2021, pois consegue capturar galáxias muito mais distantes, tênues e de menor massa.

“Demos um salto significativo em profundidade e resolução. Agora podemos ver a teia cósmica em uma época em que o universo tinha apenas algumas centenas de milhões de anos, algo que estava fora de alcance antes do JWST”, destacou o coautor do estudo e professor de física e astronomia da UCR, Bahram Mobasher, em comunicado.

O nascimento e a morte das galáxias

A descoberta trouxe respostas cruciais sobre o ciclo de vida das galáxias e a produção de estrelas ao longo do tempo cósmico. Os pesquisadores identificaram que o auge da formação de estrelas no universo aconteceu há bilhões de anos, e a própria teia cósmica ditou o ritmo dessa desaceleração.

Segundo o mapa, até os sete bilhões de anos do universo, as regiões mais densas da teia aceleravam o crescimento das galáxias. O fim da formação de estrelas acontecia devido a fatores internos, como galáxias massivas demais ou a ação de buracos negros supermassivos, que barravam o resfriamento dos gases necessários para a criação de novos astros.

De acordo com o astrônomo da UCR e coautor do estudo, Hossein Hatamnia, o achado mostra como a teia cósmica ajudou a moldar o crescimento das galáxias antes, durante e depois desse período de pico. Em épocas anteriores, regiões densas parecem ser locais de rápido crescimento de galáxias, enquanto em épocas posteriores, ambientes densos estão associados à interrupção da formação estelar”, disse ele ao Live Science.

Já no cenário do universo moderno, o próprio ambiente ao redor das galáxias passa a inibir a formação estelar, “sugando” os materiais ou impedindo que o gás frio se acumule.

Para impulsionar os estudos da comunidade científica, os pesquisadores disponibilizaram publicamente o catálogo com as 164 mil galáxias utilizadas para construir o mapa.

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