Por que só alguns vulcões entram em erupção? Conheça os mais perigosos
Formação, pressão interna e movimento das placas ajudam a explicar por que alguns vulcões entram em erupção e outros permanecem inativos
atualizado
Compartilhar notícia

Grandes, imponentes e muitas vezes imprevisíveis, os vulcões estão entre as formações naturais mais curiosas do planeta. As estruturas são aberturas na crosta terrestre capazes de expelir magma, gases e cinzas vindos do interior da Terra.
Mas, por que alguns entram em erupção enquanto outros permanecem inativos por tanto tempo?
A origem dos vulcões está ligada à dinâmica interna do planeta. Em regiões onde há movimentação das placas tectônicas ou concentração de calor no interior da Terra, parte das rochas do manto se funde e forma o magma.
Segundo o professor Gabriel Alves, do Colégio Marista João Paulo II, em Brasília, esse material tende a subir em direção à superfície por ser menos denso que as rochas ao redor.
“Quando encontra fissuras ou zonas de fraqueza na crosta, o magma pode se acumular ou extravasar, dando origem a um vulcão”, explica.
Com o passar do tempo, sucessivas erupções vão moldando a estrutura vulcânica. Internamente, o vulcão possui uma câmara magmática, onde o magma fica armazenado, e uma chaminé que funciona como um canal até a superfície. Já na parte externa está a cratera, por onde ocorre a liberação de lava, gases e cinzas.
Esse tipo de formação é comum em áreas como o chamado Círculo de Fogo do Pacífico, conhecido pela intensa atividade tectônica.
Por que alguns entram em erupção?
Nem todos os vulcões estão em constante atividade, e isso tem relação direta com o comportamento das placas tectônicas e com o acúmulo de magma no interior da Terra.
De acordo com o professor de geografia Yan Santana, do Colégio Católica Brasília, uma erupção ocorre quando a pressão interna supera a resistência das rochas na superfície.
“A acumulação de magma e gases no subsolo, impulsionada pelo movimento das placas, vence o peso das rochas e provoca a erupção”, afirma.
Por outro lado, quando esse movimento diminui ou cessa, o magma deixa de subir e a estrutura entra em um período de inatividade. Nesse intervalo, a região pode até se tornar habitável. “Essa pausa permite, inclusive, a formação de solos férteis e a ocupação por populações”, diz o professor.
Tipos de vulcões e o que eles indicam
A classificação dos vulcões ajuda a entender melhor o comportamento dessas estruturas e os riscos envolvidos. Segundo o professor Luiz José Homem Del-Rey Silva, do Instituto de Geociências da Universidade de Brasília (UnB), os vulcões ativos são aqueles que apresentam sinais frequentes, como emissão de gases, tremores ou erupções recentes.
Já os vulcões inativos, também chamados de dormentes, não mostram atividade no momento, mas ainda podem voltar a entrar em erupção caso haja novo acúmulo de magma.
“Eles podem retornar à atividade, sempre em função do acúmulo de magma e da facilidade de esse material chegar à superfície”, explica.
Por fim, os vulcões extintos são aqueles que perderam a conexão com as fontes de magma e não devem voltar a entrar em atividade, sendo gradualmente modificados por processos de erosão.

Sinais de alerta e monitoramento
Antes de uma erupção, os vulcões costumam dar sinais. Um dos principais é o aumento de tremores de terra, provocados pela movimentação do magma. Também podem ocorrer deformações no terreno, como se o vulcão estivesse se expandindo, além da liberação de gases e mudanças na temperatura da superfície.
Esses indícios são monitorados por cientistas com o uso de tecnologias como sismógrafos, sensores de gases, imagens de satélite e sistemas de GPS de alta precisão.
Vulcões mais perigosos do mundo
O risco associado a um vulcão não depende apenas da força de uma possível erupção, mas também da quantidade de pessoas que vivem ao redor e da capacidade de resposta das autoridades.
Entre os exemplos mais preocupantes estão o Vesúvio, na Itália, localizado próximo a uma área densamente povoada, e o Yellowstone, nos Estados Unidos, considerado um supervulcão com potencial de impacto global.
Outros casos incluem o Krakatoa, conhecido por erupções explosivas e geração de tsunamis; o Etna, um dos mais ativos do mundo; o Popocatépetl, no México; e o Anak Krakatau, na Indonésia.
Em comum, todos mostram que, apesar de serem fenômenos naturais, os vulcões continuam exigindo monitoramento constante para reduzir riscos e proteger populações.
