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Ciência

Orcas selvagens são flagradas "se beijando" pela primeira vez

Registro raro mostra comportamento de “beijo com a língua” entre orcas selvagens na Noruega, antes visto apenas em cativeiro

02/07/2025 18:28, atualizado 02/07/2025 22:05
Serge Melesan/ Divulgação
5 orcas fotografadas no fundo do oceano - Metróples.

Pela primeira vez, orcas selvagens foram registradas trocando carícias em um comportamento raro, conhecido como tongue-nibbling — quando os animais tocam as línguas de forma suave, semelhante a um beijo.

A interação foi flagrada durante uma expedição de mergulho no fiorde Kvænangen, ao norte da Noruega, em outubro de 2024, e descrita em artigo publicado na revista Marine Mammal Science, em junho deste ano.

O registro na natureza é considerado um marco no estudo de interações sociais desses animais altamente inteligentes. Até então, esse tipo de contato só havia sido observado em orcas criadas em cativeiro, como em 1978 e 2019, no parque Loro parque, na Espanha.

O vídeo, captado por cientistas cidadãos, mostra duas orcas adultas engajadas em três episódios de contato bucal face a face, totalizando 1 minuto 49 segundos antes de seguirem caminhos separados.

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O comportamento das orcas pode representar formas de vínculo social, reconciliação, ou apenas brincadeira
O termo tongue-nibbling é quando os animais tocam as línguas de forma suave, semelhante a um “beijo”
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O termo tongue-nibbling é quando os animais tocam as línguas de forma suave, semelhante a um “beijo”

Almunia et al/Oceans 2025
O comportamento das orcas pode representar formas de vínculo social, reconciliação, ou apenas brincadeira
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O comportamento das orcas pode representar formas de vínculo social, reconciliação, ou apenas brincadeira

Para os autores do estudo, o comportamento pode representar formas de vínculo social, reconciliação, ou apenas brincadeira, paralelo ao que ocorre em primatas e belugas.

Embora o estudo ainda não tenha explicações conclusivas, sugere-se que essas carícias desempenham um papel nas complexas relações das orcas e que o comportamento não é resultado do cativeiro, mas parte do repertório natural dessas baleias.

Esse registro marca um avanço no entendimento do comportamento das orcas e reforça a importância do apoio a pesquisas em ambientes marinho naturais, com participação de cientistas cidadãos.

Mas ainda há muitas perguntas sem respostas, como a frequência desse comportamento e sua função real na dinâmica social das comunidades de orcas, o que aponta para a necessidade de mais estudos e filmagens subaquáticas.

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