Nuvens atrapalham lançamento, e Nasa adia envio de astronautas
Risco de excesso de nuvens era de menos de 10%, mas chuvas podem comprometer a trajetória do foguete e a segurança dos astronautas
atualizado
Compartilhar notícia

Por um inesperado excesso de nuvens no momento do lançamento, a Nasa teve de adiar o lançamento de sua missão espacial que estava programada para as 13h09 desta quinta-feira (31/7). O cancelamento ocorreu cerca de um minuto antes do disparo do foguete.
Os astronautas chegaram a embarcar e esperaram dentro do foguete durante mais de três horas. No entanto, minutos antes da saída da espaçonave, o céu se encobriu de nuvens, levando ao adiamento da missão para a sexta-feira (1º/8), com horário previsto às 12h45 (horário de Brasília).
O horário teve que ser antecipado por conta da trajetória da Estação Espacial Internacional (ISS), que passa a cada dia 22 minutos mais cedo na região em que ocorrem os lançamentos, por conta de sua velocidade, oposta à rotação da Terra.
A agência espacial norte-americana informou que o adiamento foi necessário, posto que o excesso de nuvens pode comprometer a trajetória da aeronave para chegar à ISS. A nuvem, por sua densidade, podia levar a comprometimentos na estrutura do lançamento. A Nasa afirmou que o risco de excesso de nuvens era de menos de 10%, mas acabou se confirmando. A chance de nuvens de amanhã é de 6%. A partir de sábado, a possibilidade de chuva é maior.
A missão pretendia levar quatro astronautas à Estação Espacial Internacional (ISS) a bordo da nave Dragon, da SpaceX. Os astronautas chegaram a se despedir de suas famílias antes de tentar o lançamento. Agora, caso saiam de fato amanhã, eles só devem chegar à ISS no domingo (3/8).
Quem são os quatro tripulantes?
A missão inclui representantes de três países. Zena Cardman e Mike Fincke, da Nasa, são acompanhados por Kimiya Yui, da agência espacial japonesa, e Oleg Platonov, da Rússia.
Cardman, da Virgínia, é geobióloga e participa da primeira missão espacial. Desde que entrou na Nasa, em 2017, trabalhou no planejamento de operações lunares e no suporte a missões em tempo real.
Veterano, Mike Fincke participa da quarta viagem ao espaço. Somou 382 dias fora da Terra e realizou nove caminhadas espaciais.
O japonês Kimiya Yui, da Jaxa, retorna ao espaço após 142 dias na Estação Espacial durante a Expedição 44/45. Foi o primeiro astronauta do Japão a operar o braço robótico da estação para acoplar um módulo de carga.
E o russo Oleg Platonov também participa da primeira missão espacial. Antes da seleção, ele atuava como engenheiro na Força Aérea Russa. Ele tem treinamento em sobrevivência extrema e pilotagem.
Parceria SpaceX e Nasa
A nave usada nesta missão é a Dragon, da SpaceX. O veículo não é estreante. Já foi utilizado em operações anteriores com tripulações da Nasa, como as missões Demo-2, Crew-2, Crew-6 e Crew-8, além de um voo comercial da Axiom Space. A SpaceX é a principal operadora de viagens da Nasa desde 2020.
A Crew-11 se une a outras tripulações em serviço na ISS. A Estação Espacial Internacional opera continuamente desde 2000. É considerada um dos maiores laboratórios orbitais e abriga missões de agências de diversos países.
Ao longo da viagem, os astronautas realizarão testes, pesquisas e manutenções de rotina. A tripulação também dará continuidade a experimentos em áreas como robótica, biologia e inteligência artificial.
A missão também fornecerá dados para programas futuros, como o Artemis, que prevê o retorno de humanos à Lua. Experiências de longo prazo em órbita são vistas como base para viagens interplanetárias.
A Crew-11 deve permanecer na estação por cerca de seis meses. Ao fim do período, retornará à Terra a bordo da mesma cápsula, que pousará no Oceano Atlântico com o apoio de equipes da SpaceX e da Nasa.
Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto!
