Cientistas criam novo traje com músculos artificiais para astronautas. Veja vídeo

Novo traje espacial foi desenvolvido por pesquisadores da Inglaterra e também pode ajudar pessoas com dificuldades de locomoção

atualizado

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Divulgação/Emanuele Pulvirenti
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1 de 1 Imagem colorida mostra nova traje espacial - Metrópoles - Foto: Divulgação/Emanuele Pulvirenti

Com condições extremas, não é nada fácil viver no espaço. Até atividades cotidianas, como andar, se tornam mais complicadas devido à fadiga muscular causada pela pressurização. Pensando nisso, pesquisadores da Universidade de Bristol, na Inglaterra, desenvolveram um novo traje espacial para facilitar o caminhar para astronautas através de músculos artificiais.

A criação consiste em exoesqueleto robótico para ser usado debaixo do traje espacial. Ela foi testada em outubro, durante experimentos realizados em parceria com a Universidade de Adelaide, na Austrália. Na Terra, a tecnologia também pode ajudar pessoas com dificuldades de locomoção.

Não é preciso fazer nada para ativar a vestimenta: assim que o astronauta anda, os músculos artificiais são ativados para reduzir o cansaço da caminhada. O objetivo é deixar os movimentos mais fáceis e naturais durante missões futuras à Marte e a Lua.

Os músculos artificiais estão divididos em duas camadas: uma externa de náilon e outra interna de termoplástico para proteção térmica. Na estrutura também há outros componentes de sustentação, como uma faixa na cintura e tiras no joelho, fabricados de um material resistente à tensão. E mais curioso: o exoesqueleto foi fabricado e costurado à mão.

“A esperança é que essa tecnologia possa abrir caminho para futuros sistemas robóticos vestíveis que melhorem o desempenho dos astronautas e reduzam a fadiga durante atividades extraveiculares na superfície da Terra. Eu adoraria continuar desenvolvendo essa tecnologia para que ela pudesse eventualmente ser testada na Estação Espacial Internacional”, aponta uma das criadoras da roupa, Emanuele Pulvirenti, da Universidade de Bristol, em comunicado.

Teste do novo traje espacial

Para testar a eficácia do traje, ele foi levado até a Universidade de Adelaide, onde há um ambiente que simula as condições da Lua. Ao todo, 200 cientistas de 25 países acompanharam diferentes experimentos para avaliar o conforto, mobilidade e efeitos biomecânicos na execução de tarefas simples, como caminhar, escalar e carregar peso em terrenos irregulares.

Ainda em fase de testes, a expectativa dos criadores é que a tecnologia seja aprovada, ajudando tanto astronautas quanto pessoas com dificuldades de deslocamento. Além disso, os cientistas querem aperfeiçoar ainda mais o traje.

“Nosso próximo objetivo é criar um traje híbrido que possa alternar entre os modos de assistência e resistência conforme a necessidade, o que poderia ser de grande benefício para pessoas que precisam de apoio na mobilidade durante a reabilitação física”, finaliza Emanuele.

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