Estudo: força dos raios de Júpiter é 100 vezes maior que os da Terra
Medição dos raios de Júpiter ocorreram devido as observações da missão Juno, da Nasa. No total, pesquisadores mediram 613 pulsos de raio
atualizado
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A depender do local, a queda de um raio na Terra pode provocar estragos, mas você já imaginou o que aconteceria se a força dele fosse 100 vezes maior? Para nossa sorte, a situação não ocorre por aqui, mas em Júpiter, sim. O potencial energético das descargas do gigante gasoso foi descoberto em um novo estudo.
Os pesquisadores conseguiram chegar à conclusão com a ajuda das observações da missão Juno, da Nasa, que foi lançada em 2011 e chegou a Júpiter cinco anos depois.
O trabalho foi liderado pelo cientista Michael Wong, do Laboratório de Ciências Espaciais da Universidade da Califórnia, Berkeley (UC Berkeley), nos Estados Unidos. Os resultados foram publicados na revista científica AGU Advances em meados de março.
Investigação sobre os raios de Júpiter
A novidade não é que Júpiter tem raios, mas sim a descoberta de detalhes sobre eles. No entanto, estudá-los não é nada fácil, pois as tempestades no gigante gasoso ocorrem ao mesmo tempo, dificultando uma análise individualizada.
O estudo só foi possível devido a um período de mais calmaria nas tempestades durante 2021 e 2022. Assim, os pesquisadores conseguiram estudar várias delas de forma individualizada. Para encontrá-las, eles usaram as ondas de rádio captadas pela sonda Juno, imagens feitas pelo Telescópio Espacial Hubble e por astrônomos não profissionais.
“Durante esse período, a sonda Juno sobrevoou 12 tempestades isoladas e, em quatro delas, chegou perto o suficiente para medir a estática de micro-ondas proveniente de raios”, afirma a UC Berkeley em comunicado.
Ao todo, foram medidos 613 pulsos de raio. Após calcular a potência deles, os pesquisadores chegaram à conclusão de que as descargas elétricas de Júpiter tinham potência variando em cerca de 100 vezes ou mais de um raio terrestre.
No entanto, ainda serão necessários novos estudos para confirmar se realmente os raios do gigante gasoso têm tamanha potência, visto que as particularidades de Júpiter ainda pouco estudadas podem afetar as descargas elétricas.
