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Poucos metais: cientistas encontram estrela mais “pura” já registrada

Por ter poucos elementos químicos pesados em sua composição, a estrela foi considerada pelos pesquisadores como a mais pura do Universo

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1 de 1 Imagem colorida mostra uma estrela brilhando no céu escuro - Metrópoles - Foto: LB Studios/Getty Images

Astrônomos acreditam ter encontrado a estrela mais pura já registrada. Trata-se da SDSS J0715-7334, uma estrela gigante vermelha com a menor taxa de metalicidade (quantidade de elementos pesados) já vista. A descoberta foi liderada pelo astrônomo Alexander Ji, da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, e publicada em versão pré-print no arXiv em setembro. O artigo ainda está sendo revisado por pares.

Os corpos celestes atuais não são feitos dos mesmos materiais que as primeiras estrelas do Universo. Estima-se que as primeiras formadas após o Big Bang eram compostas de hidrogênio, hélio e um pouco de lítio. A inclusão de elementos pesados na composição estelar só surgiu posteriormente, através de fusões nucleares no interior das estrelas.

Assim que os corpos celestes se tornavam supernovas – grandes explosões de estrelas massivas –, elementos pesados vagavam pelo espaço e eram absorvidos na formação de outras estrelas, formando uma geração com mais metalicidade.

Estrela mais pura

Análises espectrais e químicas demonstraram que a SDSS J0715-7334 tinha uma metalicidade menor que a recordista anterior, não possuindo quase nenhum elemento pesado em sua composição.

“Ela é cerca de duas vezes mais pobre em metais do que o recordista anterior, J1029+1729. É mais de dez vezes mais pobre em metais do que a estrela mais pobre em ferro conhecida, a SMSS J0313-6708”, afirmam os autores no artigo publicado.

Outro atributo chamou a atenção dos pesquisadores: além de deficiente em ferro, a estrela tinha uma quantidade baixa de carbono. Outros corpos celestes com baixos níveis de ferro costumam ter uma presença considerável de carbono.

O padrão químico da SDSS J0715-7334 indica que sua formação aconteceu a partir de restos das primeiras estrelas do Universo, conhecidas como estrelas da População III. Dados do satélite Gaia, da Agência Espacial Europeia (ESA), e modelagens orbitais, revelaram que o corpo celeste nasceu na Grande Nuvem de Magalhães – uma galáxia vizinha – e posteriormente migrou para a Via Láctea.

Novas pistas

Os pesquisadores também encontraram insights sobre o resfriamento estelar. Para as estrelas nascerem, o gás precisa esfriar e se condensar, mas gases com menos elementos pesados esfriam mais lentamente.

No estudo, foi possível observar que a  SDSS J0715-7334 está abaixo do limiar de resfriamento, o que normalmente impediria a formação de estrelas tão pobres em metais. Isso indica que além dos químicos pesados, a poeira cósmica também ajuda as nuvens de gás a esfriarem a ponto de formar estrelas.

Além disso, a pesquisa também dá pistas como eram as primeiras estrelas do Universo e como elas se transformam em corpos celestes mais pesados.

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