Messi: estátua rara revela técnicas artísticas do Egito Antigo
Escultura localizada na necrópole de Saqqara reúne homem, esposa e filha em estilo único na arte funerária do Egito Antigo
atualizado
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Arqueólogos descobriram, na necrópole de Saqqara, no Egito, uma rara estátua funerária do Reino Antigo datada entre 2465 e 2323 a.C. O estudo, publicado no The Journal of Egyptian Archaeology em maio, descreve a peça de calcário que, com pouco mais de um metro de altura, retrata três figuras da mesma família: um homem de pé, uma mulher e uma criança segurando um ganso.
A figura central mostra o nobre em postura ereta, com o pé esquerdo à frente, símbolo de vigor e vitalidade mencionado pelos arqueólogos. Ao lado, em escala menor, está uma mulher ajoelhada, identificada como a esposa, apoiando a mão sobre a perna do marido.
Atrás da figura masculina, em alto relevo, aparece uma menina, ainda menor, segurando um ganso com o bico aberto, gesto interpretado como referência a sons ou fala, compondo uma cena de caráter cotidiano familiar, segundo o estudo.

Segundo os autores, a originalidade está na fusão de técnicas. Enquanto o homem e a mulher foram esculpidos em três dimensões, a criança foi representada em relevo na mesma peça. Essa mistura de estilos não foi identificada em outros exemplares do período, o que evidencia a estátua como um exemplo único de escultura funerária egípcia.
O nome do homem, Messi, não aparece na própria peça, mas foi identificado em inscrições encontradas em um falso portal no mesmo túmulo. Esse detalhe reforça a ligação entre a escultura e o personagem homenageado, destacando também a importância da família na representação para a vida após a morte.
Para os pesquisadores, a descoberta amplia a compreensão sobre a diversidade de práticas artísticas no Egito Antigo, ao revelar que os artesãos experimentavam combinações inéditas na busca de novas formas de expressão funerária.
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