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Azul vibrante: maior iceberg do mundo deve derreter inteiro até março

Imagens de satélites da Nasa mostram que fenômenos naturais estão enfraquecendo iceberg que já foi considerado o maior do mundo

atualizado

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Imagem colorida mostra iceberg A-23A - Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida mostra iceberg A-23A - Metrópoles - Foto: Divulgação/Nasa

Imagens de satélite da Nasa mostram o derretimento do iceberg A-23A, que já foi considerado o maior do mundo. A cor azul vibrante vista pelas fotos tiradas no final de 2025 está relacionada à fragmentação do bloco, expondo o gelo glacial denso da composição interna dele.

De acordo com os cientistas, o processo de desintegração tem acontecido com rapidez. A estimativa é que o iceberg não resista até o fim do verão austral — período que se encerra no dia 20 de março. 

“Sou incrivelmente grato por termos tido os recursos de satélite que nos permitiram rastrear o A-23A e documentar sua evolução tão de perto. Ele enfrenta o mesmo destino que outros icebergs da Antártida, mas sua trajetória foi notavelmente longa e repleta de acontecimentos. É difícil acreditar que ele não estará conosco por muito mais tempo”, aponta Chris Shuman, um dos cientistas envolvidos no acompanhamento do iceberg, em comunicado.

Longevo e ainda gigante: conheça o iceberg A-23A

Para quem se interessa pela trajetória de icebergs, o A-23A é um “prato cheio” de curiosidades. O bloco se desprendeu da plataforma de gelo de Filchner-Ronne, na Antártida, em 1986.

Assim que iniciou sua viagem solo, ele passou 30 anos encalhado no Mar de Weddell. Apenas 2023, o iceberg de 40 anos se soltou, mas ficou preso em uma corrente de água também na Antártida, a coluna de Taylor.

Após anos, o bloco de gelo acabou no fundo do mar e só saiu de lá em junho de 2025, quando começou a diminuir de tamanho. O pedaço de gelo que já teve mais de 3 mil km² de extensão, hoje possui apenas 1.182 km². Ainda assim, o iceberg continua com proporções gigantes, com o tamanho aproximado da cidade de Nova York, nos Estados Unidos, que tem um pouco mais de 1,2 mil km².

Durante o caminho percorrido, o bloco acumulou água de degelo nas depressões naturais. Isso abre fissuras internas e ajuda na desintegração do iceberg. O fenômeno também explica a cor azulada do gelo.

A criação de outro efeito conhecido como “rampa-fosso” também dificulta a sobrevivência. Nele, as próprias bordas do iceberg ficam levemente elevadas e impedem o escoamento da água de degelo, provocando cada vez mais fissuras.

Atualmente, o A-23A está a caminho de uma região próxima da Ilha Geórgia do Sul, conhecida como cemitérios de icebergs, onde deverá terminar sua jornada e voltar a se fundir com o oceano.

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