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China lidera pesquisa em 90% das áreas da tecnologia, diz levantamento

Levantamento mostra avanço chinês em pesquisas críticas e até risco de o país ter o monopólio das inovações em várias áreas

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1 de 1 Uso de IA no ambiente de trabalho cresce, diz estudo china-internet-tecnologia-1-600x400 - feira tecnológica - Foto: Getty Images

O avanço da China passou a dominar os debates sobre as mais recentes conquistas da tecnologia. Agora, organizações independentes temem que o país se torne dono de um monopólio do conhecimento em várias áreas.

Um estudo do Instituto Australiano de Política Estratégica (ASPI), divulgado em 1º de dezembro, indica a liderança da China em quase 90% das 74 áreas da tecnologia monitoradas: aquelas que são consideradas cruciais para interesses nacionais e segurança global.

Eles produzem mais conhecimento do que qualquer país em 66 áreas, , incluindo energia nuclear, biologia sintética e pequenos satélites espaciais, e os Estados Unidos ficam com as oito restantes, como computação quântica e geoengenharia. O número representa a dominância em duas novas áreas em relação às 64 que o gigante asiático registrou em 2024.

Mudança no monopólio global de tecnologia

Para os pesquisadores, o resultado marca uma virada histórica no cenário científico internacional, com uma dominância que era impensada há menos de duas décadas. Nos anos 2000, os Estados Unidos lideravam mais de 90% das tecnologias monitoradas. A China aparecia à frente em menos de 5%, pouco à frente do Japão.

“A China fez progressos incríveis em ciência e tecnologia, que se refletem tanto na pesquisa e desenvolvimento quanto nas publicações”, afirmou a pesquisadora Ilaria Mazzocco, consultora de política industrial chinesa no Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais, nos Estados Unidos, em entrevista à Nature.

Mazzocco afirma que a tendência geral não causa surpresa, mas que chama atenção pela amplitude do domínio chinês frente aos Estados Unidos. Parte do resultado decorre do recorte adotado pelo levantamento, de tecnologias novas e de impacto global, justamente a área em que a China mais investe atualmente. Campos tradicionais, como chips semicondutores, ainda contam com protagonismo de outros países.

Indo para além das primeiras posições, o estudo destaca também grande produção tecnológica de Alemanha, Itália e França. Se fosse um país, a União Europeia lideraria quatro das 74 tecnologias. Coreia do Sul, Holanda, Reino Unido, Índia, Irã, Aábia Saudita e Singapura completam as listas de principais países.

O Brasil aparece com participação relevante na pesquisa de algumas áreas. São elas: biocombustíveis (6,2% do total), extração de minérios (2,9%), manufatura de biomateriais (5,1%), sensores multiespectrais (24,6%), sensores quânticos (1,1%), placas fotovoltaicas (1,6%) e robótica avançada (1,1%).

Como foi feito o levantamento?

A análise do ASPI utilizou uma base com mais de 9 milhões de publicações científicas globais e identificou os 10% de artigos mais citados por tecnologia, considerando produção entre 2020 e 2024, vinculando a participação de cientistas por país e não apenas o país de origem do líder do estudo.

“Em oito das dez tecnologias recém-adicionadas, a China lidera claramente a participação global na produção de pesquisa de alto impacto. Quatro delas — computação em nuvem, visão computacional , IA generativa e tecnologias de integração de redes — apresentam um alto risco de monopólio tecnológico, refletindo uma concentração substancial de conhecimento especializado em instituições chinesas”, conclui o centro australiano no texto de apresentação.

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