Quem é Eloína dos Leopardos, que coroou Anitta na Grande Rio
Eloína dos Leopardos, que coroou Anitta na Grande Rio nesse domingo (20/9), fez história como primeira rainha de bateria do Carnaval

A coroação de Anitta como rainha de bateria da Grande Rio, neste domingo (20/9), contou com um nome histórico do Carnaval brasileiro. A responsável por entregar a coroa à cantora foi Eloína dos Leopardos, considerada a primeira rainha de bateria da folia carioca.
Aos 80 anos, Eloína de Souza é atriz, coreógrafa, produtora e artista transformista. Travesti, ela entrou para a história em 1976, quando desfilou à frente dos ritmistas da Beija-Flor de Nilópolis em uma época em que o posto de rainha de bateria ainda não existia nos moldes atuais.
A estreia aconteceu pelas mãos de Joãosinho Trinta. Eloína havia chamado atenção após participar de um concurso em um baile de Carnaval no ano anterior e acabou sendo procurada pela equipe do carnavalesco para integrar o desfile da Beija-Flor.
Na Avenida, Joãosinho colocou Eloína à frente da bateria durante o desfile do enredo Sonhar com Rei Dá Leão. A presença da artista causou impacto e atraiu os olhares do público e da imprensa. Naquele ano, a Beija-Flor conquistou o título do Carnaval.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesEloína permaneceu ligada à escola entre 1976 e 1978 e esteve presente durante o primeiro tricampeonato da história da Beija-Flor. A própria agremiação reconhece a artista como a primeira rainha de bateria do Carnaval e a primeira rainha transgênero da história da festa.
Antes de fazer história no samba, Eloína já construía uma trajetória artística. Nascida no Rio de Janeiro, em 1945, ela começou nos bastidores do teatro como camareira de vedetes e, posteriormente, passou a ocupar os palcos em espetáculos realizados na região central da capital fluminense.
Em 1969, durante a ditadura militar, Eloína deixou o Brasil e foi para Paris, onde continuou trabalhando como artista. Ao longo dos anos, dividiu sua vida entre o exterior e o país até retornar ao Brasil.
Já na década de 1980, ela criou um dos trabalhos que ajudariam a consolidar o nome pelo qual ficou conhecida: a Noite dos Leopardos. O espetáculo, marcado pela sensualidade e pela nudez masculina, virou um sucesso no Rio de Janeiro e permaneceu em cartaz por cerca de uma década.
Eloína também construiu uma trajetória no teatro e participou do espetáculo Divinas Divas, que reuniu nomes importantes da primeira geração de artistas travestis do Brasil.













