Preso, Buzeira arrecadou R$ 10 milhões com brincadeira em casamento
Buzeira foi preso pela Polícia Federal nesta terça-feira (14/10). Ele viralizou por pegar itens de luxo de convidados durante seu casamento
atualizado
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Bruno Alexssander Souza Silva, conhecido nas redes sociais como Buzeira, foi preso em uma operação da Polícia Federal nesta terça-feira (14/10), suspeito de desarticular um esquema milionário de lavagem de dinheiro vinculado ao tráfico internacional de drogas. Recentemente, o influenciador viralizou por arrecadar R$ 10 milhões em uma brincadeira no seu casamento.
Durante a celebração com Hillary Yamashiro, em São Paulo, o influenciador realizou a famosa brincadeira da “hora da gravata” e causou revolta ao pegar joias, relógios e correntes de ouro dos convidados.
O que revoltou os convidados foi o fato dele não ter devolvido nada após a dinâmica, levando os valiosos itens para casa, como joias e relógios.
“Festa de milionário, vocês acharam que ia ser uma gravata normal. Tiveram alguns que a gente nem precisou pedir, já deram Rolex, granada, colar de ouro, o John Vlogs deu logo um Rolex de diamante. Só Hytalo lá que saiu correndo e se trancou no banheiro, ficou com medo e sumiu da festa, não tá acostumado com a periferia, favelado quando ganha dinheiro é assim mesmo”, ironizou Buzeira an ocasião.
A quantia que ele arrecadou gira em torno dos R$ 10 milhões, segundo o portal Extra. A festa aconteceu em julho deste ano.
Operação da Polícia Federal
A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta terça-feira (14/10), a Operação Narco Bet, com o objetivo de desarticular um esquema milionário de lavagem de dinheiro vinculado ao tráfico internacional de drogas. A coluna apurou que o influenciador digital Bruno Alexssander Souza Silva, conhecido nas redes sociais como Buzeira, foi preso.
A ação é um desdobramento da Operação Narco Vela, que apurou o envio de grandes carregamentos de cocaína para a Europa por meio do transporte marítimo a partir do litoral brasileiro.
As investigações apontam que o grupo criminoso utilizava métodos avançados de dissimulação financeira, movimentando valores em criptomoedas, remessas internacionais e empresas de fachada, para ocultar a origem dos lucros do tráfico.
Parte dos recursos lavados teria sido canalizada para empresas do setor de apostas eletrônicas, as chamadas “Bets”, com o objetivo de mascarar os ganhos provenientes do tráfico e inserir o dinheiro no sistema financeiro com aparência de legalidade.
A operação conta com cooperação internacional da Polícia Criminal Federal da Alemanha (Bundeskriminalamt – BKA), responsável por cumprir uma das ordens de prisão em território alemão contra um dos principais investigados, considerado principal no braço financeiro do esquema.
Como agia o grupo?
Segundo a PF, o grupo agia de forma estruturada e transnacional, operando em múltiplas camadas financeiras para dificultar o rastreamento dos recursos ilícitos.
Os investigados poderão responder pelos crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa, com aumento de pena previsto pela atuação além das fronteiras nacionais.
A Polícia Federal ainda não detalhou o nome das casas de apostas investigadas, mas apura-se que parte das plataformas usadas no esquema atua legalmente no país sob licenças obtidas no exterior.








