Pietra Bertolazzi chama fãs do BTS de "organização criminosa"
Após críticas ao BTS, influenciadora afirma ter sofrido ataques nas redes e diz que caso é investigado pela Polícia Civil de São Paulo

A influenciadora Pietra Bertolazzi voltou a se pronunciar nesta sexta-feira (24/7) após a repercussão de comentários sobre o BTS feitos durante a final da Copa do Mundo de 2026. Depois de ser acusada de xenofobia e homofobia, ela afirma ter sido alvo de “ataques coordenados por parte do que pode-se considerar uma organização criminosa” e detalhou que está tomando as medidas cabíveis.
Relembre o caso
- Pietra comentou a apresentação do BTS no show do intervalo da final da Copa do Mundo.
- Na publicação, chamou os integrantes do grupo de “afeminados” e disse sentir “vergonha alheia” da apresentação. A postagem foi apagada após a repercussão negativa.
- Fãs do grupo a acusaram de xenofobia e homofobia e fizeram uma investida nas redes sociais contra a influenciadora.
- Publicações nas redes compartilharam supostos dados pessoais dela, que teriam sido vazados.
- Em posse das informações, os internautas teriam inscrito a influenciadora como mesária voluntária em diferentes estados nas eleições de outubro e a filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT).
Em nota enviada ao Metrópoles, ela disse que passou a ser alvo de ataques coordenados e que o caso é investigado pela Delegacia de Crimes Cibernéticos de São Paulo. Além disso, destacou que a discordância em relação à publicação evoluiu para uma série de crimes.
“Nos últimos dias, tornei-me alvo de todos os tipos de ataques coordenados por parte do que pode-se considerar uma organização criminosa após a manifestação de uma opinião sobre um tema de interesse público e cultural”, começou o texto.
Alguns dos responsáveis pelos ataques teriam sido identificados, de acordo com a influenciadora. Eles poderão responder por associação criminosa, organização criminosa, fraude eletrônica, invasão de dispositivo informático, falsa identidade, falsidade ideológica, ameaça, perseguição (stalking) e crimes contra a honra.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles“Todas as provas estão sendo preservadas e organizadas. Cada mensagem, cada perfil, cada cadastro fraudulento, cada tentativa de roubo e cada ameaça está sendo documentada e anexada aos arquivos policiais”, escreveu.
Pietra também afirmou que a perseguição assumiu “contornos claramente misóginos”, com insultos sexistas, ameaças e ataques relacionados à sua fé cristã. “Esses últimos componentes acrescentam ainda outros tipos de crime à extensa lista”, completou.
Acusações de xenofobia e homofobia
Pietra voltou a negar as acusações de xenofobia. Segundo ela, a crítica foi direcionada “exclusivamente a uma estética específica difundida por parte da indústria do entretenimento contemporâneo” e não a um povo ou nacionalidade. Como exemplo, citou o boxeador japonês Naoya Inoue, mencionado por ela na publicação original como uma referência de masculinidade.
Ela também rejeitou as acusações de homofobia. De acordo com a influenciadora, o termo “afeminado” foi empregado apenas para descrever características de aparência e expressão, sem qualquer relação com orientação sexual.
Ao fim da nota, Pietra afirmou que não fará novos comentários sobre o caso enquanto as investigações estiverem em andamento. “Divergências de opinião pertencem a um estado livre. Ameaças de morte, perseguição, falsidade ideológica, organização criminosa, fraude, roubo, exposição de dados pessoais e intimidação pertencem ao Código Penal”, concluiu.
Leia a nota de Pietra Bertolazzi na íntegra:
“Nos últimos dias, tornei-me alvo de todos os tipos de ataques coordenados por parte do que pode-se considerar uma organização criminosa após a manifestação de uma opinião sobre um tema de interesse público e cultural.
O que começou como discordância de uma opinião exposta no meu próprio perfil pessoal rapidamente evoluiu para os mais diversos crimes.
A delegacia de crimes cibernéticos de São Paulo tem sido extremamente competente no rastreio das informações dos militantes e já identificou alguns dos responsáveis pelas ações, que responderão por associação criminosa (art. 288), organização criminosa (Lei 12.850/2013), fraude eletrônica / estelionato eletrônico (art. 171, §2º-A), invasão de dispositivo informático (art. 154-A), falsa identidade (art. 307), falsidade ideológica (art. 299), ameaça (art. 147 do Código Penal), perseguição (stalking) (art. 147-A) e crimes contra a honra (injúria, calúnia e difamação).
A campanha de perseguição assumiu também contornos claramente misóginos, marcada por insultos sexistas, ameaças e tentativas de intimidação direcionadas especificamente à minha condição de mulher, assim como à minha fé cristã. Esses últimos componentes acrescentam ainda outros tipos de crime à extensa lista.
Todas as provas estão sendo preservadas e organizadas. Cada mensagem (de WhatsApp e nas redes sociais), cada perfil, cada cadastro fraudulento, cada tentativa de roubo e cada ameaça está sendo documentada e anexada aos arquivos policiais.
Não haverá qualquer tolerância com esse tipo de conduta. Todos os meios legais serão utilizados para identificar cada responsável e buscar sua responsabilização individual, tanto na esfera criminal quanto na esfera cível.
A internet não é uma terra sem lei. O anonimato nas redes sociais não impede a identificação dos autores, nem os isenta das consequências de seus atos.
Além do mais, não há qualquer indício de xenofobia por minha parte, tanto que um dos exemplos de masculinidade utilizados por mim na postagem foi o do boxeador asiático Naoya Inoue. Minha crítica jamais foi dirigida a qualquer povo, etnia ou nacionalidade, mas exclusivamente a uma estética específica difundida por parte da indústria do entretenimento contemporâneo.
Da mesma forma, não houve conduta homofóbica, uma vez que o termo “afeminado” é usado para designar uma pessoa que possui características, modos, gestos, voz, aparência ou estilo tradicionalmente associados ao feminino.
A palavra, per se, não significa homossexual, inferior, imoral, criminoso ou digno de desprezo. Ela descreve apenas características percebidas da aparência ou da expressão de alguém.
Divergências de opinião pertencem a um estado livre. Ameaças de morte, perseguição, falsidade ideológica, organização criminosa, fraude, roubo, exposição de dados pessoais e intimidação pertencem ao Código Penal.
Não farei novos comentários enquanto as investigações estiverem em andamento. Obrigada pelo espaço e que Deus nos conduza. Pietra Bertolazzi”.











