Deolane sofre nova derrota na Justiça após pedido da defesa ser negado
Defesa de Deolane Bezerra havia soliticado que o julgamento da prisão da influenciadora fosse passado à Justiça Federal

O pedido da defesa de Deolane Bezerra para que o julgamento do habeas corpus da influenciadora fosse transferido para a competência da Justiça Federal foi negado pela Justiça de São Paulo nesta terça-feira (27/10). A informação foi divulgada pela irmã da ré, Daniele Bezerra, nas redes sociais e confirmada pelo advogado Aury Lopes Jr ao Metrópoles.
“A defesa respeita a decisão, embora mantenha o entendimento jurídico diverso quanto ao julgamento da ação penal”, afirma o comunicado divulgado.
Com isso, Deolane, acusada de lavagem de dinheiro e associação à facção criminosa, continuará a ser julgada pela Justiça paulista. As decisões tomadas até o momento, incluindo a manutenção da prisão preventiva da influenciadora, também serão mantidas.
“Decisões judiciais se cumprem, ainda que delas se discorde. Seguiremos firmes, com serenidade, responsabilidade e respeito às instituições, utilizando os instrumentos jurídicos cabíveis na defesa dos direitos e garantias constitucionais”, acrescentou Daniele.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesEm nota ao Metrópoles, a defesa informou que pretende levar a discussão para o Superior Tribunal de Justiça (STJ)e reafirma “que Deolane é inocente das imputações que lhe são feitas e demonstrará isso no curso do processo, já que nunca pôde se defender no inquérito, onde sequer foi ouvida”.
Deolane está presa há cinco meses
Deolane foi presa em 21 de maio de 2026, durante a Operação Vérnix, deflagrada pelo Ministério Público e pela Polícia Civil de São Paulo. A influenciadora é suspeita de integrar o núcleo financeiro de uma organização criminosa e de lavar dinheiro proveniente de atividades ilegais para o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Atualmente, ela está no Pavilhão Especial da Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo. A prisão preventiva foi mantida pela Justiça paulista em agosto. Em julho, o TJSP já havia negado, por unanimidade, um pedido de habeas corpus apresentado pela defesa.

Uma das principais estratégias da defesa de Deolane é de que a competência do caso passe para a Justiça Federal. Outro pedido para que ela possa responder ao processo em liberdade também foi apresentado ao Tribunal Superior de Justiça (STJ), mas não teve conhecimento pois foi considerado “substitutivo do recurso cabível”.
“A própria acusação reconhece isso ao afirmar que os supostos crimes teriam caráter transnacional e afetado bens jurídicos de interesse da União”, afirma o escritório de Aury Lopes Jr. em nota. “A evidente incompetência da justiça estadual também agrava a ilegalidade da prisão preventiva a qual Deolane está submetida, sendo uma prisão ilegal, abusiva e totalmente desnecessária”.
















