No Encontro, Thales se emociona dois meses após morte de Paulo Gustavo

O humorista morreu no dia 4 de maio, aos 42 anos, vítima de Covid-19, após ficar internado por quase dois meses

atualizado 05/07/2021 11:38

Thales no EncontroReprodução/Instagram

Na manhã desta segunda-feira (5/7), Thales Bretas conversou ao vivo com Fátima Bernardes, no Encontro. O médico homenageou o marido, Paulo Gustavo, que faleceu há dois meses em virtude de complicações da Covid-19.

Thales revelou que falar de Paulo Gustavo ajuda a amenizar a dor somente quando está em momentos leves, como ao lado dos amigos, por exemplo, mas que ainda é muito complicado relembrar a época em que esteve ao lado do humorista no hospital.

“Relembrar todas as coisas boas que ele representou e ainda representa para a gente ajuda, mas ainda é muito difícil, principalmente para mim que viveu esses momentos de hospital, de internação. Momentos críticos que como médico eu devia estar preparado para ver, mas, talvez, como marido eu não tivesse uma estabilidade tão grande para ver coisas que me traumatizaram um pouco”, destacou.

“Em alguns momentos é bom, em outros é melancólico”, disse o médico. “Mas é sempre bom falar dele porque é sempre com carinho, com amor, relembrando tudo de bom que ele viveu, para mim”, finalizou.

Em família

O humorista Paulo Gustavo morreu, no dia 4 de maio, aos 42 anos, vítima de Covid-19. Após ficar internado por quase dois meses, o comediante, um dos mais famosos do Brasil, lutou contra as complicações da doença causada pelo novo coronavírus. Ele deixou, além do marido, dois filhos, Romeu e Gael.

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O dermatologista afirmou que três pilares têm sido fundamentais na retomada de sua vida após a morte trágica de Paulo Gustavo.

“O primeiro: as crianças, que me estimulam a correr atrás de tudo na vida, um amor incondicional, uma continuação do amor que eu tive pelo Paulo com o nosso casamento. Meu trabalho tem me ajudado muito! Eu tenho vontade de crescer na minha profissão, me aperfeiçoar. E os meus amigos e família, os momentos que estou com eles são impagáveis. Uma palavra de distração ajuda muito até que o tempo acomode um pouco melhor as coisas. É bem difícil”, considerou.

Durante a entrevista no Encontro, Thales falou sobre a criação dos filhos após a morte do marido.

“Minha maior função é mostrar o quanto o pai deles amou e os ama de onde quer que esteja. Tenho que passar os valores de generosidade, justiça, de torcer pelo outro. Vou mostrar sempre que eu puder o trabalho lindo que ele fez de emocionar, comover as pessoas. Ele produzia conteúdos que as pessoas se alegravam de ver. Quero amar os dois, por dois. Educar sem ele é difícil demais”, desabafou.

Déa Lúcia com o filho Paulo Gustavo e os netos Gael e Romeu
Déa Lúcia com o filho Paulo Gustavo e os netos Gael e Romeu

Thales contou que, por coincidência, a mãe de Paulo Gustavo, Deia, e a irmã do humorista, Ju Amaral, estavam em sua casa. “A gente está com muito carinho um pelo outro, cuidado. Estamos materializando o nosso amor nas crianças. Vamos vencer essa juntos, no amor, com a família que a gente construiu”, destacou.

“Eu acredito que tenha desígnios divinos e de força maior, isso me traz um pouco de calma para o coração. Eu já perdi um irmão muito jovem também”, pontuou. “A fé me ajudou muito no hospital a ter força, ajuda a gente a seguir de uma forma melhor”, relembrou Thales.

Cuidados

O médico dermatologista aproveitou o espaço para pedir conscientização, principalmente por parte dos jovens, com relação aos cuidados para evitar o contágio da Covid. Bretas contou para Fátima que a família tomava todos os cuidados para evitar a infecção do vírus, mas, infelizmente, Paulo foi infectado.

“A gente se cuidou extremamente, de todas as formas possíveis. Fazíamos teste em todo mundo de casa uma vez por semana. Um protocolo super rigoroso. Mas a gente não sabe, é como uma loteria. Por isso, devemos alertar a população de como essa doença é imprevisível”, destacou Thales.

“O Paulo era uma pessoa jovem, saudável, sem problemas de saúde e teve esse desfecho terrível. Ele tinha uma asma que estava controlada, não tinha crise há anos”, afirmou.  “Os jovens precisam ter essa consciência de que podem pegar e ficar grave. E ter uma empatia maior pelo próximo também. É muito triste”, pediu.

Thales Bretas e Paulo Gustavo

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