“Não vejo horizonte”, diz Fernanda Torres sobre futuro do Brasil

A atriz, que volta às telinhas na segunda temporada de Filhos da Pátria, comentou sobre suas expectativas em relação ao país

Globo/João Miguel JúniorGlobo/João Miguel Júnior

atualizado 12/08/2019 11:13

Interpretando Maria Teresa na segunda temporada de Filhos da Pátria, a atriz Fernanda Torres tem uma análise pessimista sobre o que ela espera para o futuro do Brasil. “A gente está vivendo uma era meio apocalíptica no mundo, não tem muito futuro, então não vejo futuro em que isso tudo vai estar resolvido. Nasci na ditadura, vivi a redemocratização, em muitos sentidos vivo numa sociedade mais aberta do que vivi quando era criança. A crise econômica toda do Sarney que vivi, o fechamento do Brasil para o mundo, isso tudo melhorou, é um país mais incluído no mundo”, afirma, em entrevista ao UOL.

“Por outro lado, a democracia também nos provou que não há santos, que o problema estrutural do Brasil, do jogo político econômico do país se organiza muito na nossa raiz, a questão da desigualdade social, que a gente nunca consegue resolver, a violência aumentando por causa da desigualdade, a educação que nunca é resolvida, isso tudo não vejo no futuro próximo nenhum horizonte. A gente não tem saneamento básico em mais da metade do Brasil”, critica.

Na série, Maria Teresa continua buscando a ascensão social ao lado do marido, Geraldo (Alexandre Nero), e dos filhos, Geraldinho (Johnny Massaro) e Catarina (Lara Tremouroux), agora durante a década de 1930, período que marcou a passagem da política do café com leite para a Era Vargas. Fernanda tenta não direcionar seu discurso para o presidente Jair Bolsonaro (PSL). “Nós elegemos esse presidente, isso ele tem razão. Muitas forças querem aquilo por alguma razão”, frisou. A segunda temporada está prevista para estrear em outubro na Globo.

Últimas notícias