Morre o poeta e compositor Marcelo Diniz Martins, aos 58 anos
Além da literatura e da música, Marcelo Diniz Martins construiu carreira acadêmica

O poeta, compositor e professor Marcelo Diniz Martins morreu aos 58 anos. Conhecido como “Paredão” por amigos, alunos e pela cena cultural de Niterói, o artista construiu uma carreira na literatura, música e atuação acadêmica. Ele morreu no último domingo (16/8), após sofrer um infarto.
Nascido e criado em Niterói (RJ), Marcelo era graduado em Português e Literaturas pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e mestre e doutor em Letras e Ciência da Literatura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Na instituição, atuava como professor adjunto da Faculdade de Letras, onde ministrava disciplinas de Teoria Literária e Literatura Comparada, além de oficinas de escrita criativa.
Além do magistério, Marcelo desenvolvia pesquisas sobre as relações entre poesia, lúdico e obscenidade, tendo como foco a obra do escritor brasileiro Glauco Mattoso, pseudônimo de Pedro José Ferreira da Silva. O professor também conduzia cursos sobre a tradição lírica satírico-fescenina no Ocidente e oficinas de escrita criativa junto ao Grupo de Educação e Multimídia (GEM), projeto de extensão da UFRJ.
Como autor, publicou +1 e Rimas, ambos de 2019. O primeiro reúne sonetos e poemas visuais, enquanto o segundo foi lançado pela coleção Megamini, da editora 7Letras. Marcelo também contribuiu para o Dicionário Drummond, publicado pelo Instituto Moreira Salles em 2023, com verbetes sobre temas como rima, ironia, soneto e morte.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesCarreira na música
Como letrista, Marcelo teve participação na discografia de Fred Martins, incluindo o álbum Ultramarino, lançado em 2020 pela gravadora Biscoito Fino. Seu trabalho ficou marcado pela precisão das rimas e pela versatilidade na construção das letras.
O apelido “Paredão” surgiu no meio musical e estudantil de Niterói e fazia referência à presença física e carismática do professor, além da solidez métrica e da versatilidade de suas poesias, construídas também em rodas de composição.
A UFRJ lamentou a morte do professor e destacou sua atuação tanto no magistério quanto na literatura e na música. Além deles, a Associação dos Docentes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (ADUFRJ) também publicou uma nota de pesar.



