Marjorie Estiano detona suspeitos de assassinato de Marielle Franco

A atriz e cantora Marjorie Estiano usou uma rede social para falar sobre os supostos assassinos de Marielle Franco, presos no fim de semana

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Foto: Instagram/Reprodução
Marjorie Estiano e Marielle Franco
1 de 1 Marjorie Estiano e Marielle Franco - Foto: Foto: Instagram/Reprodução

A atriz Marjorie Estiano usou uma rede social para falar sobre os suspeitos de serem mandantes do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes. Domingos Brazão, atual conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro; Chiquinho Brazão, deputado federal do Rio e irmão de Domingos; e Rivaldo Barbosa, ex-chefe de Polícia Civil do Rio; foram presos nesse domingo (24/3) pela Polícia Federal

No Instagram, a atriz compartilhou fotos dos três suspeitos presos e desabafou: “Quando alguém falar em ‘cara de marginal’ e ‘cara de bandido’, lembrem-se desses perfis. Homens brancos, ricos, cristãos e de direita. Não é uma generalização, é uma complexificação”. 

Marjorie Estiano detona suspeitos de assassinato de Marielle Franco - destaque galeria
6 imagens
Além de Marielle, criminosos assassinaram Anderson Gomes, motorista do carro em que ela estava
Marjorie Estiano
Socióloga e ativista, Marielle foi assassinada em 14 de março de 2018
Marjorie Estiano
Marielle Franco era vereadora do Rio de Janeiro (RJ) pelo PSol. Ela foi morta pelo miliciano Ronnie Lessa, apontado como "psicopata" em depoimento de delegado.
Marjorie Estiano detona suspeitos de assassinato de Marielle Franco - imagem 1
1 de 6

AgNews
Além de Marielle, criminosos assassinaram Anderson Gomes, motorista do carro em que ela estava
2 de 6

Além de Marielle, criminosos assassinaram Anderson Gomes, motorista do carro em que ela estava

Renan Olza/Camara Municipal do Rio de Janeiro
Marjorie Estiano
3 de 6

Marjorie Estiano

Foto: Reprodução/Instagram
Socióloga e ativista, Marielle foi assassinada em 14 de março de 2018
4 de 6

Socióloga e ativista, Marielle foi assassinada em 14 de março de 2018

Renan Olza/Camara Municipal do Rio de Janeiro
Marjorie Estiano
5 de 6

Marjorie Estiano

Divulgação
Marielle Franco era vereadora do Rio de Janeiro (RJ) pelo PSol. Ela foi morta pelo miliciano Ronnie Lessa, apontado como "psicopata" em depoimento de delegado.
6 de 6

Marielle Franco era vereadora do Rio de Janeiro (RJ) pelo PSol. Ela foi morta pelo miliciano Ronnie Lessa, apontado como "psicopata" em depoimento de delegado.

Renan Olza/Camara Municipal do Rio de Janeiro

Em outro story, ela compartilhou a publicação de outro perfil com uma nota oficial sobre as prisões. “Um dos mandantes do assassinato era, na época, chefe da Delegacia de Homicídios. Recebeu as viúvas com sorriso cínico e prometeu prioridade máxima na resolução do caso”, escreveu a cantora. 

Ela lembrou ainda que outros mandantes eram “altas autoridades políticas” e finalizou: “Esse é o abismo”.

PF prende suspeitos de mandar matar Marielle Franco

A Polícia Federal prendeu, na manhã deste domingo (24/3), três suspeitos de mandar matar Marielle Franco. A Operação Murder Inc. apura os assassinatos da vereadora e do motorista Anderson Gomes e a tentativa de homicídio da assessora Fernanda Chaves.

Foram presos o deputado federal Chiquinho Brazão (União-RJ); o irmão dele, Domingos Brazão, que é conselheiro do Tribunal de Contas do Rio; e o ex-chefe da Polícia Civil do Rio Rivaldo Barbosa (veja quem são na galeria abaixo). A ação acontece 10 dias após o crime completar seis anos.

O trio deve ser transferido ainda neste domingo para a Penitenciária Federal de Brasília, unidade prisional onde está preso o líder da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola.

Marjorie Estiano detona suspeitos de assassinato de Marielle Franco - destaque galeria
6 imagens
Delegado da PCRJ Rivaldo Barbosa
Chiquinho Brazão chegando à sede da Polícia Civil no DF para realização de exames no IML
O avião da PF com os três presos pousou em Brasília às 15h52
Vídeo mostra escolta dos suspeitos de mandar matar Marielle no DF
Momento em que os acusados começam a descer do avião da PF
Delegado Rivaldo Barbosa, preso no caso Marielle, chegando à sede da PCDF para exames no IML
1 de 6

Delegado Rivaldo Barbosa, preso no caso Marielle, chegando à sede da PCDF para exames no IML

Breno Esaki/Metrópoles @BrenoEsakiFoto
Delegado da PCRJ Rivaldo Barbosa
2 de 6

Delegado da PCRJ Rivaldo Barbosa

Breno Esaki/Metrópoles @BrenoEsakiFoto
Chiquinho Brazão chegando à sede da Polícia Civil no DF para realização de exames no IML
3 de 6

Chiquinho Brazão chegando à sede da Polícia Civil no DF para realização de exames no IML

Breno Esaki/Metrópoles @BrenoEsakiFoto
O avião da PF com os três presos pousou em Brasília às 15h52
4 de 6

O avião da PF com os três presos pousou em Brasília às 15h52

Breno Esaki/Metrópoles @BrenoEsakiFoto
Vídeo mostra escolta dos suspeitos de mandar matar Marielle no DF
5 de 6

Vídeo mostra escolta dos suspeitos de mandar matar Marielle no DF

Reprodução
Momento em que os acusados começam a descer do avião da PF
6 de 6

Momento em que os acusados começam a descer do avião da PF

Breno Esaki/Metrópoles @BrenoEsakiFoto

Foram cumpridos ainda 12 mandados de busca e apreensão, todos na cidade do Rio de Janeiro. Também são apurados os crimes de organização criminosa e obstrução de justiça.

Fontes da PF e do Ministério da Justiça afirmaram ao colunista Igor Gadelha que a operação foi antecipada para evitar o risco de vazamento. As prisões foram autorizadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes nos últimos dias e tiveram aval da Procuradoria-Geral da República (PGR).

A ação deste domingo contou com a participação da PGR e do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ). Houve ainda o apoio da Polícia Civil fluminense e da Secretaria Nacional de Políticas Penais, do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Irmãos Brazão

Chiquinho e Domingos Brazão têm o reduto político e eleitoral em Jacarepaguá, bairro da zona oeste do Rio de Janeiro, historicamente dominado pela milícia.

Chiquinho Brazão foi citado na delação de Ronnie Lessa, assassino confesso de Marielle Franco. O político foi vereador na Câmara Municipal do Rio de Janeiro pelo MDB por 12 anos, inclusive durante os dois primeiros anos de mandato de Marielle, entre 2016 e março de 2018, quando foi assassinada.

Em 2018, Brazão foi eleito para a Câmara dos Deputados pelo Avante e, em 2022, foi reeleito pelo União Brasil.

Chiquinho nunca havia sido citado no caso Marielle e chegou a afirmar à coluna de Guilherme Amado que tinha um bom convívio e relação com ela.

Entretanto, o nome do irmão dele, Domingos Brazão, apareceu no depoimento que o miliciano Orlando Curicica deu sobre o crime à Polícia Federal.

No início do ano, a principal hipótese levantada para que Domingos Brazão ordenasse o atentado contra Marielle seria vingança contra Marcelo Freixo, ex-deputado estadual pelo PSol, hoje no PT e atual presidente da Embratur.

Isso porque, quando era deputado na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Brazão entrou em diversas disputas com Freixo, com quem Marielle trabalhou por cerca de 10 anos antes de ser vereadora.

Agora, a classe política do Rio considera uma nova hipótese, como mostrou o colunista Paulo Cappelli: que, talvez, a família Brazão tenha se sentido atacada por Marielle, de alguma forma, no campo pessoal. Não no legislativo.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNotícias Gerais

Você quer ficar por dentro das notícias mais importantes e receber notificações em tempo real?