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Celebridades

Malévola Alves foi detida no Egito sob acusação de violar costumes locais

De acordo com a imprensa local, a influenciadora trans brasileira foi detida após cenas inapropriadas no país africano

20/10/2026 18:36, atualizado 20/10/2026 18:52
Instagram/Reprodução
Malévola Alves posa de look cinza e azul, e cabelos soltos - Metrópoles

A influenciadora trans Malévola Alves foi detida nesta terça-feira (20/10), no Egito. Ela está no país com uma amiga e a informação foi confirmada por um jornal local. Segundo a publicação, a influencer protagonizou cenas consideradas inapropriadas em bazares turísticos e ruas do Egito, desrespeitando os costumes e tradições sociais do país africano.

Em contato com o Metrópoles, a assessoria de Malévola afirmou que ela está sem celular desde às 11h da manhã, mas que um advogado está assistindo a influencer na delegacia. “Ela está sendo muito atacada nas redes por conta de gênero. Torcer para ela poder voltar amanhã logo [para o Brasil]”.

Mais cedo, nas redes sociais, a brasileira afirmou que teve o passaporte detido por autoridades locais e foi levada a uma delegacia em Alexandria, no Egito, ao lado de uma amiga. Além disso, Malévola se preocupou com os questionamentos sobre a identidade de gênero dela.

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A influencer Malévola Alves
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Malévola Alves
Quem é Malévola Alves, influenciadora detonada por dar fora em criança
Malévola Alves.
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Quem é Malévola Alves, influenciadora detonada por dar fora em criança
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Quem é Malévola Alves, influenciadora detonada por dar fora em criança

Instagram/Reprodução

“Estamos na delegacia, estamos desesperadas. Eu não sei o que vai acontecer ou o que vão fazer com a gente. Pegaram todos nossos passaportes e pararam nossa van no meio do passeio”, escreveu.

O Egito é considerado um país hostil à comunidade LGBTQIA+, especialmente em razão do conservadorismo social e da atuação das autoridades. Embora a legislação não criminalize explicitamente a homossexualidade ou a identidade de gênero trans, leis que tratam de “libertinagem”, “atentado ao pudor” e suposta violação dos valores familiares são usadas para perseguir e deter pessoas LGBTQIA+.

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A discriminação social e religiosa, somada a abordagens policiais arbitrárias e interrogatórios invasivos, aumenta a vulnerabilidade dessa população no país.

Amiga acusa egípcios de “armação”

Nas redes sociais, a influenciadora Bruna Tivo, amiga de Malévola, fez uma série de publicações acusando os egípcios de armação. “Jogaram vídeos nossos no Egito em um grupo do Facebook. O problema é sobre ser trans. Estavam tentando armar para a gente. Todos os lugares que íamos éramos filmadas”, disse.

Bruna voltou para Paris, na França, antes de Malévola ser detida. Mas, segundo ela, a amiga está sem celular e presa em uma delegacia. Ela ainda detonou as publicações dos jornais locais. “No jornal do Egito elas estão saindo como assediadoras, quando a verdade não é essa. Eles assediaram todas nós o tempo todo”, concluiu.