Ludmilla bloqueia página LGBTQIA+ após cobrança sobre Rodrigo Branco
Página Universo LGBTQIA+ fez uma série de posts reclamando da atitude de Ludmilla

A página Universo LGBTQIA+ afirmou ter sido bloqueada por Ludmilla após cobrar um posicionamento da cantora sobre Rodrigo Branco, que foi condenado a indenizar a ex-BBB Thelma Assis por racismo.
Em publicação no X, o perfil classificou o empresário como um “amigo racista” da artista e afirmou que sempre apoiou Ludmilla, que também já foi vítima de ataques racistas.
“Agora, ao cobrarmos coerência e apoio à Thelminha, diante da condenação de Rodrigo Branco por racismo, a resposta foi um bloqueio”, diz o post.
Parabéns à @ludmilla, que bloqueou o @universolgbti por algo muito simples: pedir que ela se posicionasse contra seu amigo racista.
Sempre apoiamos a artista e estivemos ao seu lado em diversos momentos. Em um episódio mais recente, inclusive, cobramos a retirada de Val… pic.twitter.com/RCEYWSo8NF
— Universo LGBTQIA+ 🏳️🌈 (@universolgbtq) June 25, 2026
A página também relembrou que se mobilizou para impedir a participação de Val Marchiori na Parada LGBT+ de Campinas. Em 2016, a socialite comparou o cabelo de Ludmilla a uma palha de aço. Na época, a cantora acionou a Justiça, mas perdeu o processo.
“É curioso perceber que, quando a violência atinge a própria artista, espera-se solidariedade e posicionamento. Mas, quando a vítima é uma mulher negra que enfrentou o racismo na Justiça e venceu, a cobrança por coerência vira motivo para bloquear quem sempre esteve ao seu lado”, acrescenta a publicação.
Condenação de Rodrigo Branco
Em 2020, durante uma live, Rodrigo Branco fez declarações de cunho racista ao comentar a participação de Thelma Assis no BBB 20. Ele afirmou que torcer pela médica era “racismo” e disse que a presença dela no programa estaria ligada à cor da pele.
Na mesma transmissão, o empresário também citou a jornalista Maju Coutinho, alegando que mulheres negras seriam favorecidas apenas por serem negras. Thelma foi a vencedora do BBB 20.
Após seis anos de processo, a Justiça de São Paulo condenou Rodrigo Branco a pagar R$ 40 mil por danos morais, além de juros e correção monetária. A decisão apontou racismo estrutural e reconheceu o desmerecimento da trajetória de Thelma Assis.

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