Isis Valverde é acusada de associar morte de Rhuan com feminismo

O garoto foi assassinado aos 9 anos pela própria mãe e companheira, em 31 de maio

atualizado 14/06/2019 16:21

Reprodução/Instagram

Após fazer um desabafo sobre a morte do menino Rhuan, assassinado aos 9 anos pela própria mãe e companheira em Samambaia (DF), Isis Valverde fez um post polêmico na função Stories do Instagram. Por conta disso, nesta sexta-feira (14/06/2019), a atriz foi acusada de associar a causa feminista com os motivos que as responsáveis pelo crime hediondo teriam para cometê-lo.

Em foto que a global já apagou de seu perfil, o símbolo feminino — chamado de Símbolo de Vênus — surge com uma mão massacrando um garoto. Na imagem, a criança segura um papel com o nome “Rhuan”. Sem legenda, Isis deu margem à interpretação.

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Contudo, a atriz, mãe de Rael, de seis meses, foi detonada no Twitter por internautas indignados. “E a Isis Valverde culpando o feminismo pela morte do Rhuan quando na verdade mataram por causa de religião? Esse tipo de postagem só prejudica o movimento feminista”, declarou um usuário da rede social. Outro disse: “Feminismo não teve nada a ver com isso, e nenhuma feminista tá passando a mão pra nenhuma daquelas mulheres, parem de inventar histórias pra culpar um lado”.

Depois da repercussão da imagem, Isis se pronunciou no Instagram. Em novo story, disse: “Sobre o story que apaguei, queria esclarecer que sou totalmente pró luta por direitos equânimes entre homens e mulheres, apoio e apoiarei sempre incondicionalmente o movimento feminista. Gostaria de explicar que postei a ilustração errada sem querer e peço desculpas por isso!”.

Crime

homicídio ocorreu na noite de 31 de maio, na QR 619 de Samambaia Norte, onde o casal morava. Perícia feita no imóvel mostra que a assassina confessa e a companheira organizaram malas e documentos antes do assassinato. A polícia acredita que as duas pretendiam fugir após o crime. O garoto levou 12 facadas, foi degolado vivo e esquartejado. As responsáveis pelo crime hediondo cogitaram dar fim ao corpo desmembrado em uma churrasqueira.

As acusadas, que estão presas e isoladas no Presídio Feminino do DF, foram indiciadas nessa terça-feira (11/06/2019) por homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe e impossibilidade de defesa da vítima; lesão corporal gravíssima, por terem mutilado Rhuan – elas deceparam o pênis e os testículos do menino há dois anos; tortura, por ter provocado o suplício de uma criança, que sofria dores intensas e dificuldade enorme para urinar; ocultação de cadáver, pelo fato de terem tentado se livrar das partes do corpo; por último, fraude processual, uma vez que tentaram limpar a cena do crime, lavando os cômodos da casa. Se condenadas, podem pegar 57 anos de prisão.

A polícia acredita que os órgãos do menino podem ter sido usados em algum tipo de ritual macabro, pois nunca foram encontrados. A dupla alegou que o crime foi cometido porque o garoto queria se tornar menina, por isso a castração de forma caseira e artesanal. E também pelo fato de Rhuan ter sido supostamente fruto de um estupro cometido pelo ex-marido da autora. “Ela alegou que, por isso, tinha ódio do filho”, disse o delegado adjunto da 26ª DP (Samambaia), Guilherme Melo. Porém, o policial explicou que, em diligência em Rio Branco (AC), não encontrou indícios de que esse crime tenha ocorrido.

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