Influenciador é processado por empresa aérea após cheiro de pum em voo
Influenciador foi acusado de acionar um dispositivo para simular sons e odores de pum durante uma viagem
atualizado
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O influenciador colombiano Yeferson Cossio foi banido de um voo e se tornou alvo de um processo movido pela Avianca após utilizar um dispositivo para simular sons e odores de pum durante uma viagem de Bogotá para Madri.
Segundo a companhia aérea, o aparelho teria sido acionado durante a viagem, no dia 11 de março, com a intenção de produzir conteúdo para as redes sociais.
“A Avianca rejeita categoricamente qualquer comportamento que coloque em risco a segurança de suas operações e comprometa a experiência a bordo para clientes e funcionários”, afirmou a empresa, em nota.
Diante do ocorrido, a companhia decidiu abrir um processo contra o influenciador por violação das normas de conduta a bordo, alegando que a ação comprometeu a segurança, o conforto e a ordem do voo.
O incidente ocorreu enquanto a aeronave sobrevoava o Oceano Atlântico, o que impossibilitou a realização de um pouso de emergência. Ainda de acordo com a Avianca, a liberação de odores fortes em um ambiente fechado e pressurizado pode representar um risco direto aos passageiros e à tripulação.
Influenciador se pronuncia
Em nota publicada nas redes sociais nessa segunda-feira (30/3), o influenciador negou que tenha usado o dispositivo propositalmente. De acordo com ele, o item estava na bagagem quando foi ativado de forma acidental.
Yeferson Cossio também negou que a atitude tenha feito parte de qualquer produção ou gravação de conteúdo. “A ‘stink bomb’ (bomba de mau cheiro), que se despressurizou por acidente, sem intenção e sem ativação manual, não é inflamável, não gera combustão, não representa risco real para a integridade da aeronave nem para a continuidade do voo, e tem alcance limitado com efeito temporário”, afirmou.
O influenciador, que acumula mais de 12 milhões de seguidores no Instagram, ainda alegou que a situação foi rapidamente resolvida: “Após a despressurização, seu efeito não durou mais de três minutos no ar e foi posteriormente controlado com um aromatizador manual no ambiente, desmentindo a suposta grande incomodidade de passageiros e tripulação”.
“Reitero que rejeito de forma categórica a versão de que isso foi uma brincadeira ou uma ação pensada para gerar conteúdo. Não havia equipe de produção audiovisual a bordo, não havia produção montada, não havia ninguém gravando o suposto ‘conteúdo’, nem qualquer estratégia de redes sociais. Essa realidade, por si só, desmonta completamente a narrativa que tentaram criar. O que aconteceu foi um acidente, não um ato malicioso como tem sido divulgado”, completou.






