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Funkeiro Jonathan Costa é agredido em show: “Senti a morte chegar”

Enquanto se apresentava na quinta-feira (12/10), seguranças do local foram para cima dele após o músico dizer que não iria mais tocar

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Jonathan Costa
1 de 1 Jonathan Costa - Foto: Reprodução/Instagram

O funkeiro Jonathan Costa, ex-marido de Antonia Fontenelle, foi agredido durante uma apresentação em Friburgo, Rio de Janeiro, na noite de quinta-feira (12/10). Ele conta, em uma postagem no Instagram, que os seguranças responsáveis pelo ataque “vieram para matar”.

A agressão só ocorreu porque os contratantes do evento pediram para ele abaixar o volume do som, mas, se o fizesse, não conseguiria ser ouvido pelas 3 mil pessoas presentes no evento. Já que não poderia mais se apresentar da forma como desejava, disse que o público deveria reivindicar a devolução do valor pago no ingresso.

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Durante o show, os colaboradores pediram para o funkeiro abaixar o volume do som, mas, se o fizesse, não conseguiria ser ouvido pelas 3 mil pessoas no evento
Ao dizer que não tocaria, em respeito aos que não ouviriam o som, os seguranças foram para cima dele e começaram a agressão
"Vieram para matar", escreveu o DJ no Instagram
Ele foi salvo por um policial militar, que tirou os agressores de cima dele
No evento havia 3 mil pessoas
O DJ foi agredido por seguranças
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O DJ foi agredido por seguranças

Durante o show, os colaboradores pediram para o funkeiro abaixar o volume do som, mas, se o fizesse, não conseguiria ser ouvido pelas 3 mil pessoas no evento
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Durante o show, os colaboradores pediram para o funkeiro abaixar o volume do som, mas, se o fizesse, não conseguiria ser ouvido pelas 3 mil pessoas no evento

Ao dizer que não tocaria, em respeito aos que não ouviriam o som, os seguranças foram para cima dele e começaram a agressão
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Ao dizer que não tocaria, em respeito aos que não ouviriam o som, os seguranças foram para cima dele e começaram a agressão

"Vieram para matar", escreveu o DJ no Instagram
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"Vieram para matar", escreveu o DJ no Instagram

Ele foi salvo por um policial militar, que tirou os agressores de cima dele
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Ele foi salvo por um policial militar, que tirou os agressores de cima dele

No evento havia 3 mil pessoas
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No evento havia 3 mil pessoas

Porém, após esse anúncio, os seguranças partiram para cima dele e iniciaram uma série de agressões. “Quase me mataram!”, escreveu Jonathan. O funkeiro disse que só se livrou dos golpes quando um policial militar chegou e colocou ordem. “Se a polícia militar não estivesse na redondeza para efetuar o mandato do alvará de som, poderia ter acontecido o pior. Senti a morte chegar”, afirmou.

Além disso, o DJ revela que foi discriminado por ser funkeiro. Abalado, confessou: “Não sei o que mais me revolta. Ser agredido fazendo o meu trabalho ou ser desvalorizado no único lugar do mundo que deveria ter respeito e orgulho de sua cultura.”

Até agora, assistindo a esse vídeo, não consigo acreditar no tamanho da discriminação e violência que eu passei ontem à noite em Friburgo. Fui agredido em cima do palco, fazendo o meu trabalho! Um pai de dois filhos, que sai para trabalhar, e não sabe se volta pra casa. Assim que chegamos ao evento de ontem, os contratantes pediram para que eu tocasse num volume um pouco mais baixo, quase som ambiente – só depois eu fiquei sabendo que era porque o alvará do evento só valia até as 2h da manhã. Eram 3.000 pessoas cantando comigo, que foram ali para me ver tocar…E eu tive que parar o som porque não alcançava todo mundo e com o passar da apresentação eles iam abaixando cada vez mais. Não era a apresentação que o público esperava e nem a metade do que é show. Foi quando eu avisei ao público que iria parar de tocar, mas ficaria ali com eles até o final do horário da apresentação, em respeito a eles. Eu sugeri que, já que não teve apresentação, que eles poderiam reivindicar o valor pago no ingresso. Foi quando OS SEGURANÇAS vieram com muita violência para cima de mim e da minha equipe, vieram pra matar. Quase me mataram! O público começou a gritar “Não à agressão”, a jogar gelo nos homens que me agrediam e minha equipe e alguns até subiram no palco para tentar me defender. Foi uma covardia! Só parou porque um policial militar chegou a tempo, me reconheceu e deu a ordem para me soltarem. Se a polícia militar não estivesse na redondeza para efetuar o mandado do alvará de som, poderia ter acontecido coisa pior. Senti a morte chegar… Depois de passar por um momento tão feliz de reconhecimento internacional do nosso funk há uma semana num evento importante em Paris, tenho que passar uma situação dessa aqui no nosso país. Fui discriminado por ser FUNKEIRO. Me agrediram na frente de mais de 3.000 pessoas por eu ser DJ de FUNK. E não sei o que mais me revolta: ser agredido fazendo o meu trabalho ou ser desvalorizado no único lugar do mundo que deveria ter respeito e orgulho de sua cultura. #semviolencia #funkécultura #JonJonOBAILE

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