"Teimosa e ciumenta": documentário retrata Marília Mendonça fora dos palcos
João Gustavo, irmão de Marília Mendonça, garantiu que documentário mostra mais do que só as “partes bonitas” da Rainha da Sofrência

João Gustavo, irmão de Marília Mendonça, abriu o coração ao Metrópoles e disse que a cantora sertaneja era um dos pilares da vida dele. O jovem revelou também que o documentário Marília Mendonça – Sentimento Louco, lançado nessa sexta-feira (16/10), o aproximou da irmã justamente por retratar “as partes [da cantora] que as pessoas não conheceram”.
“Tem a Marília Mendonça que era um pouquinho teimosa, tem a Marília Mendonça que era ciumenta”, brincou.
Ele também afirmou que a cantora era uma irmã incrível e que os dois eram muito cúmplices. “A gente tinha uma amizade, ela me pedia opinião sobre tudo, contava sobre os projetos, a gente conversava sobre tudo. Então, existem segredos meus que foram com a Marília que ninguém nunca vai saber e existem segredos da Marília que eu guardo e que irão comigo também”, disse.
João Gustavo acredita que Marília Mendonça foi um símbolo de empoderamento e de mulher forte. Ele avalia que o legado da irmã segue tão vivo exatamente por ela ter sido uma pessoa que não desistiu dos sonhos, mesmo com momentos turbulentos e pessoas que não acreditavam no sucesso por ela “ter um corpo fora do padrão”.
No lançamento do documentário em São Paulo, Ruth Moreira, mãe de Marília, falou sobre o tempo com a filha e os arrependimentos na criação dela. Ela refletiu que, se pudesse ter feito algo diferente, não teria deixado que a jovem investisse na carreira musical. “É muito pessoal, né. Mas uma coisinha que eu faria diferente seria não ter deixado ela cantar”, disse ao Metrópoles.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles“Se eu soubesse [que Marília Mendonça morreria em um acidente de avião], eu não teria deixado ela cantar. Era o sonho dela. Mas se eu soubesse que o sonho dela ia dar no que deu…”, completou.
Documentário sobre Marília Mendonça
A cantora Marília Mendonça está sendo homenageada no documentário Marília Mendonça – Sentimento Louco, que relembra a trajetória da cantora desde antes da fama até o acidente de avião que a vitimou em 5 de novembro de 2021, em Piedade de Caratinga, Minas Gerais. A série, divida em quatro episódios, reúne arquivos pessoais, imagens inéditas e depoimentos de familiares, amigos e colegas para contar a trajetória e o impacto da Rainha da Sofrência.
Susanna Lira, a diretora que assina o documentário, revelou ao Metrópoles como foi feita a curadoria para decidir o que deveria entrar e o que deveria ficar de fora da produção. A equipe de montagem teve acesso a mais de 530 mil arquivos, celular, computador e outras coisas da própria sertaneja.
“Eu acho que o mais importante era trazer quem era Marília Mendonça para que o público a conhecesse mais. Porque a artista no palco as pessoas conhecem, eu mesma era muito fã dela, mas a pessoa Marília Mendonça, a pessoa Marília Dias Mendonça, precisava ser mostrada na série. Eu acho que esse foi o nosso filtro”, contou.
Morte de Marília Mendonça
A cantora morreu aos 26 anos quando o avião bimotor (Beechcraft King Air C90A) em que ela estava colidiu contra os cabos de uma torre de distribuição da Cemig durante os procedimentos de aproximação para pouso no aeródromo de Caratinga. Além dela, outras quatro pessoas estavam a bordo e também morreram no local.
A causa da morte da cantora foi decretada como politraumatismo causado pelo impacto da queda. O relatório final do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) apontou que a aeronave colidiu com cabos de uma torre de alta tensão (da Cemig) que estavam fora da zona de proteção do aeródromo e sem a devida sinalização


























