Atriz revela censura após fazer críticas a Fernando de Noronha
Yanna Lavigne afirmou que foi silenciada pela administração de Fernando de Noronha após fazer críticas a uma possível intervenção na ilha
atualizado
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A atriz Yanna Lavigne afirmou ter sido alvo de censura nas redes sociais após se posicionar contra a proposta de instalação de painéis de LED em Fernando de Noronha. O relato foi feito nessa quinta-feira (22/1), por meio de uma sequência de Stories publicados em seu perfil no Instagram.
Segundo a artista, a reação ocorreu depois que ela comentou em uma publicação oficial do arquipélago questionando o projeto. Pouco tempo depois, Yanna disse ter percebido que não conseguia mais acessar o perfil do administrador geral de Noronha, Virgílio Oliveira.
“Deixa eu fazer uma pergunta técnica? Pra entender se eu tenho cara de palhaça ou a pessoa realmente não tem nenhum post? Vamos conferir?”, ironizou ao mostrar a tela do celular.
A atriz relatou ainda que o primeiro comentário foi apagado rapidamente. Ao tentar publicar novamente a crítica, acabou bloqueada. “Meu segundo comentário ele apagou e me bloqueou de brinde!”, escreveu.
A manifestação de Yanna ocorreu após a divulgação da proposta de instalação das estruturas luminosas na ilha. Na mensagem, ela pediu que o projeto fosse revisto e sugeriu que os recursos fossem destinados a iniciativas de interesse coletivo. “Por favor, retirem as LEDs da ilha e usem o dinheiro público para algo comunitário e bom para todos”, escreveu.
Em um segundo comentário, a atriz repetiu o pedido e acrescentou uma crítica à condução do debate público. “Estamos numa democracia onde quem administra a função pública com gestão séria não retalia alguém assim…”, pontuou.
Nos Stories seguintes, Yanna afirmou que, diferente do que teria sido sugerido em uma resposta oficial, a instalação dos painéis não envolveria investimento direto de dinheiro público, mas sim a doação dos equipamentos por uma empresa privada interessada no projeto. Ainda assim, ela reforçou a oposição à proposta e voltou a alertar para os riscos ambientais.
“LEDs brancos e piscantes são os mais nocivos, especialmente em ambientes insulares. Isso é consenso ecológico internacional. O que falta no Brasil não é ciência, é norma”, afirmou.






