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Celebridades

Atriz de filme vencedor do Oscar é presa por apoiar protestos no Irã

A atriz Taraneh Alidootsi estrelou o filme O Apartamento e foi presa no Irã após usar as redes sociais para apoiar os protestos populares

19/12/2022 16:04, atualizado 19/12/2022 19:00
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Atriz Taraneh Alidootsi. Ela usa uma burca vermelha, tem pele clara e cabelo preto - Metrópoles

A atriz Taraneh Alidootsi, conhecida por estrelar o filme O Apartamento, foi presa no Irã após apoiar os protestos populares contra o governo do país. A informação é da mídia estatal IRNA, repercutida pelo The Hollywood Reporter.

Segundo a notícia original, Alidootsi foi presa após postar no Instagram uma expressão de apoio a Mohsen Shekari, o primeiro homem executado no Irã por supostos crimes cometidos durante os protestos.

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Taraneh Alidootsi
Celebridades protestam por iraniana morta
Manifestação em Roma contra a morte de Mahsa Amini, mulher que morreu sob custódia policial no Irã
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Manifestação em Roma contra a morte de Mahsa Amini, mulher que morreu sob custódia policial no Irã

Andrea Ronchini/NurPhoto via Getty Images
Taraneh Alidootsi
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Taraneh Alidootsi

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Celebridades protestam por iraniana morta
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Celebridades protestam por iraniana morta

Foto: Reprodução

De acordo com a polícia iraniana, a atriz “não conseguiu produzir documentos” que sustentassem as acusações contra o governo. As autoridades ainda afirmaram que muitas outras celebridades iranianas haviam sido “convocadas pelo judiciário por postar conteúdo provocativo”, embora não tenham dado mais detalhes.

Além de O Apartamento, que venceu o Oscar de melhor filme internacional pelo Irã, Alidootsi também apareceu em outros filmes do cineasta Asghar Farhadi, como Quarta-Feira de Fogos de Artifício (2006) e Procurando Elly (2009).

Protestos

O país enfrenta uma forte onda de protestos desde a morte da jovem curda Mahsa Amini, 22 anos, em setembro. Ela havia sido presa pelos policiais por desrespeitar o uso obrigatório do véu islâmico.

O Ministério do Interior iraniano comunicou que houve mais de 300 mortes desde o início das manifestações. Entre as vítimas, estão agentes das forças de segurança, manifestantes e participantes de grupos armados considerados contrarrevolucionários.

As autoridades, que se referem às manifestações como “distúrbios”, acusam com frequência os Estados Unidos e aliados ocidentais, assim como grupos curdos no exterior, de estimular o movimento de protestos sem precedentes.

Em novembro, as atrizes Hengameh Ghaziani e Katayoun Riahi e o jogador do futebol Voria Ghafouri foram presos por apoiar os protestos. Atualmente eles se encontram em liberdade.

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