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Antonio Tabet critica campanha de Lula e cita “síndrome do protagonista”

Humorista criticou a estratégia do petista e a falta de novas lideranças na esquerda após disputa presidencial ir para 2º turno

05/10/2026 10:11, atualizado 05/10/2026 10:42
Reprodução/Instagram @antoniotabet
Imagem colorida do humorista Antonio Tabet - Metrópoles

Após Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) seguirem para o segundo turno das eleições na disputa pela Presidência da República, Antonio Tabet fez críticas à campanha do presidente, que concorre à reeleição. Segundo o humorista, o resultado diante de Flávio Bolsonaro (PL) evidencia problemas na estratégia do petista, entre eles a “péssima comunicação”— o candidato do PL encerrou a apuração com 47,03% dos votos e o petista, 45,16%.

Na postagem nas redes sociais, Tabet criticou as estratégias de campanha de Lula, afirmando que utilizaram artifícios que eram “tendência lá em 1985”. “O campo progressista perdeu-se na autossuficiência. Enquanto a direita assimilava a linguagem do TikTok e surfava nas redes, a campanha da esquerda seguiu apostando na cirandinha de chamar artistas milionários (gente até com problema na Justiça que, se não fosse da patota, estaria cancelada) para fazer clipe bonitinho”, pontuou.

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Antonio Tabet como Sargento Peçanha, personagem do Porta dos Fundos que o popularizou na web
Antonio Tabet ironiza repercussão de publicação sobre "família miliciana"
Antonio Tabet
Antonio Tabet e Flávio Bolsonaro
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Antonio Tabet e Flávio Bolsonaro

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Antonio Tabet como Sargento Peçanha, personagem do Porta dos Fundos que o popularizou na web
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Antonio Tabet como Sargento Peçanha, personagem do Porta dos Fundos que o popularizou na web

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Antonio Tabet ironiza repercussão de publicação sobre "família miliciana"
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Antonio Tabet ironiza repercussão de publicação sobre "família miliciana"

Reprodução/X
Antonio Tabet
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Antonio Tabet

Globo/Paulo Belote

Outra polêmica de Tabet

  • Aliado politicamente ao centro-esquerda, às vésperas do primeiro turno, Antonio Tabet se envolveu em uma controvérsia com Flávio Bolsonaro.
  • Após circular o boato de que o primogênito do ex-presidente queria retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil, o humorista publicou uma imagem de Nossa Senhora Aparecida com uma crítica à “família miliciana”.
  • O candidato do PL interpretou o termo como referência à família Bolsonaro.
  • A publicação foi retirada do ar por decisão do ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Tabet também criticou a falta de construção de novas lideranças dentro da esquerda. No texto, ele citou nomes como Flávio Dino, agora ministro do Supremo Tribunal Federal (STF); Fernando Haddad, que perdeu para Tarcísio de Freitas (Republicanos) na disputa pelo governo de São Paulo; e Guilherme Boulos, que, para ele, ficou “em banho-maria”.

O humorista também criticou a falta de mulheres da esquerda nas disputas. “Os machistas elegeram mais senadoras que os feministas. Curioso, não? E isso tudo tapando o sol da rejeição ao lulopetismo com uma peneira. A síndrome do protagonista parece ser mais contagiosa que a tal vontade de lutar pela democracia. Aí, tome desconexão com a realidade!”

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Escolhas erradas de Lula e futuro

No desabafo publicado nas redes sociais, o ator também direcionou críticas à forma como a campanha teria lidado com trabalhadores informais e pequenos empreendedores. Para ele, faltaram propostas voltadas a motoristas de aplicativo, pequenos empresários, autônomos, influenciadores e motoboys. “Muita lacração e poucas ideias”, destacou.

Ele ainda citou a proibição das Bets e falou que o governo escolheu “tratorar e subestimar outra paixão do brasileiro: o futebol”. “Bastava ler a repercussão aqui [no X] para ter a medida. Na real, dá para resumir tudo aí em cima em uma palavra: vaidade”, completou.

Apesar das críticas, o humorista afirmou que ainda considera possível uma mudança de cenário no segundo turno e citou uma série de temas e rumores relacionados a um eventual governo de Flávio Bolsonaro.

“Resta saber se, em três semanas, a imprensa, a opinião pública, políticos, instituições e o eleitor brasileiro estão mesmo a fim de um país que, segundo notícias e rumores, poderia acabar com o Pix, soltar Vorcaro, liberar o Tigrinho, empoderar Igrejas Evangélicas, manter a escala 6 por 1, queimar mais florestas, privatizar praia, dominar o STF, virar quintal de Trump etc. Quem viver verá.”

Veja a postagem na íntegra: