Adriana Esteves fala sobre morte de irmã, depressão e sexo com Brichta

Durante entrevista à revista Marie Claire, ela mostrou outros lados além do profissional

João Miguel Júnior/TV Globo/DivulgaçãoJoão Miguel Júnior/TV Globo/Divulgação

atualizado 27/08/2018 12:22

A novela Segundo Sol é um desfile de bons atores em ótimos papéis. E, no que toca a atuação de Adriana Esteves, isso se torna ainda mais evidente. Na pele da cafetina Laureta, ela dá um show em cada cena.

Porém, durante entrevista à revista Marie Claire, ela mostrou outros lados além do profissional: mãe, esposa, irmã… Durante o papo, Adriana, que está com 48 anos, lembrou até mesmo as diversas situações nas quais teve de lidar com o assédio. “Eu pegava três ônibus para chegar à Zona Sul [do Rio de Janeiro], onde estudava. Dependendo do bairro, colocava um camisetão, amarrava o casaco na cintura. Andava na rua escondendo minha feminilidade. Como era cansativo! Hoje, eu gritaria, contaria para todo mundo e denunciaria”.

Adriana contou onde mais sofreu com os abusos: no período em que trabalhou como modelo. “Havia fotógrafos abusadores que, enquanto estavam no domínio, luzes ligadas, te fotografando de biquíni, de lingerie, seguravam e tocavam em lugares do seu corpo que não eram para ser tocados. Um constrangimento horrível”, afirmou.

A atriz também foi sincera quanto à sua batalha contra a depressão, aos 23 anos. “Eu havia me separado, comecei a fazer uma novela atrás da outra, com personagens grandes, ganhei exposição e tinha pouca maturidade. Fiquei perdida, não segurei a onda. E aí veio a depressão. Passei pela fase de não conseguir comer, de não sair da cama, de achar um sofrimento tomar banho, de engordar muito com o antidepressivo”.

Apesar de não ter pensando em tirar a própria vida, ela achou que iria morrer. “A dor da depressão foi tão grande que parecia que eu ia morrer e tive a chance de não morrer. A sensação que ficou é de ter ressuscitado. Fiquei muito tempo sem falar sobre isso, hoje não me incomodo. Na época, quando sabia que uma pessoa tinha passado pela depressão, só queria falar desse assunto, queria saber como ela tinha se recuperado. Hoje, se for para ajudar, conto quantas vezes for necessário”.

Perda da irmã

Adriana perdeu a irmã mais nova, Cláudia, aos 31 anos. Durante a entrevista, ela explicou que a morte aconteceu de uma hora para outra, em casa. “Depois que faleceu, fomos entender que ela tinha uma síndrome que isso poderia acontecer na faixa dos 30 anos. Quando lembro dela, vem a ausência. A gente quase não fala da minha irmã. Eu nunca dou entrevista, e quando dou, como não sou muito formal, acabo dizendo coisas que só falo na terapia porque nem na família tocamos no assunto. É delicado. As pessoas fogem da dor, né?”, questionou.

Por sorte, a atriz explicou que a tragédia fez com que ela resgatasse o vínculo familiar. “Eles estão em primeiro lugar em tudo para mim. Sou muito maternal com meus pais, com a minha outra irmã e com meus filhos [Agnes, 20; Felipe, 18; e Vicente, 11].” E, claro, isso também reflete no seu relacionamento com Vladimir Brichta, com quem está casada há 14 anos.

“Entendi que o casamento precisa desse namoro, precisa se entrelaçar. Um dos presentes do casamento é ter uma pessoa com quem você gosta de fazer sexo e que gosta de fazer sexo com você. Ninguém vai ter uma noite de amor deliciosa se brigou no café da manhã, se não aplaudiu o trabalho do outro, se não protegeu numa situação familiar difícil. Eu não quero essa relação. A hora do entrelaçar é consequência do carinho e do respeito do dia inteiro”, garantiu.

 

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