Virginia reage a novelinhas de IA sobre ela e as filhas
Em novelinhas de IA que viralizaram nas redes, Virginia é retratada como pera; Vini Jr. é um kiwi; e Zé Felipe e as filha são bananas
atualizado
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A influenciadora Virginia Fonseca virou protagonista de um novo fenômeno que vem dominando as redes sociais: as chamadas “novelinhas de IA”. Os vídeos, criados com auxílio de Inteligência Artificial, somam milhões de visualizações em plataformas como Instagram e TikTok.
Apesar de usarem pessoas reais como base, os conteúdos misturam ficção e realidade, com conflitos, romances e reviravoltas que podem não ter ocorrido.
Procurada pelo Metrópoles, a equipe de Virginia afirmou que a influenciadora está ciente e acompanha a tendência. Questionados se a loira tomará providências, a assessoria respondeu que a equipe jurídica prefere sempre agir de maneira discreta para não atrapalhar nenhum processo.
Nos roteiros que circulam na web, aparecem personagens inspirados no universo da influenciadora, como o cantor Zé Felipe, seu ex-marido, além dos filhos Maria Alice, Maria Flor e José Leonardo — todos menores de idade. O jogador Vini Jr., apontado como namorado de Virginia, também é retratado nas histórias.
Em uma das versões mais recentes, os personagens surgem representados como alimentos: Virginia aparece como uma pera, Vini Jr. como um kiwi e Zé Felipe e as filhas como bananas, em uma estética cartunesca e aparentemente infantil.
O vídeo mais recente também inclui a cantora Ana Castela, retratada como uma manga, e resgata a polêmica envolvendo a maquiagem de Maria Flor, que colocou a Boiadeira e Virginia no centro das atenções.
Por que conteúdo é perigoso
Por trás do visual lúdico, as “novelinhas de IA” têm gerado preocupação. Isso por que o formato mistura referências a sexo explícito, crimes e outros conteúdos adultos — muitas vezes sem aviso claro ao público.
Outro ponto de preocupação é o uso de estratégias para burlar a moderação das plataformas. Muitas páginas adicionam legendas que não têm relação com o conteúdo, como receitas ou textos neutros, dificultando a identificação do material pelas ferramentas de controle.
O professor Thiago Costa, pesquisador do Laboratório CultPop da Universidade Federal Fluminense (UFF), faz um alerta: o conteúdo pode até parecer inofensivo, mas não é adequado para todos os públicos.
“Há histórias mais pesadas, com piadas de duplo sentido, sensualidade e até temas fetichistas escondidos sob uma estética quase infantil”, afirma.
Segundo ele, o estilo cartunesco dificulta a identificação do público-alvo. “Isso não só confunde os pais, como também as próprias plataformas”, diz.
“O problema é que, embora os vídeos sejam voltados ao público adulto, a estética infantil facilita que sejam interpretados como conteúdo para crianças. As ferramentas atuais talvez não sejam suficientes para impedir esse acesso”, conclui.










