Quando o assunto é decoração, somos todos cafonas?

O que é ideal para um, é cafona para o outro. Sempre vai ter alguém que não concorda com nossas escolhas

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atualizado 02/08/2019 20:56

Anos conhecendo pessoas de todas as sortes e com as mais diferentes predileções decorativas e cheguei a uma conclusão: todo mundo é cafona. Não é um julgamento meu. Mas é o julgamento de alguém. Entender isso é um grande passo para ter uma casa de verdade. Ou melhor, uma casa com a sua verdade.

Tem pessoas que me chamam para um projeto e querem uma luminária de latão, pegada industrial, com pintura descascando e com lâmpadas de filamento. Com cara de velhas. No outro extremo, aparece o cliente que quer uma luminária com centenas de contas de cristais em forma de gotas, parecendo um lustre que saiu do Palácio de Versailles.

 

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O cafona para alguns pode ser o belo de outros

Sempre vai ter alguém que não concorda com nossas escolhas

Muitas vezes, ambas as luminárias terão o mesmo valor de mercado, mas diferentes valores estéticos.

O camarada que escolheu a de pegada industrial, ri e faz chacota quando vê na loja a luminária de cristal. Já o cliente do segundo exemplo não vê o sentido de comprar um pendente com cara de velho e usado.

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Lustres de cristal podem ser vistos como algo ultrapassado ou gerar desejo

 

O que é ideal para um, é cafona para o outro. Sempre vai ter alguém que não concorda com nossas escolhas. Em algum lugar do mundo, alguém acha as coisas que você considera lindas, como extremamente cafonas.

O conceito de beleza pode seguir padrões, mas é uma construção muito pessoal. E isso já é suficiente para desconstruir a ideia de que algo é cafona e ponto final. Não existe verdades, ou melhor, não existem cafonices absolutas.

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Conceito do que é belo segue padrões muito pessoais

 

Então, interiorize isso e pare de ver tanta revista, pare de entrar tanto no Pinterest, pare de dar o Google nas tendências do ano e vá sentir com liberdade quais as escolhas que você quer pra sua casa.

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O que vale é a casa ter a cara de quem vive lá

 

Deixa a ideia de impressionar os amigos e abrace a ideia de se impressionar toda vez que você entrar em casa, com o quanto aquele espaço traduz sua identidade. Opte pela cadeira da vovó, mesa de espelho, tapete felpudo ou tapete de palha. Sofá pé palito ou aqueles bonachões extensíveos. Danem-se as regras. Se te faz bem, faz sentido. Só tem que ser bonito para gente!

 

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