Projetista que guardava Lamborghini submersa desmaiou ao ver cena

Fernando Santos preparava o carro para um reality show. Veículo era avaliado em R$ 1,6 milhão

Reprodução

atualizado 14/02/2020 13:44

As chuvas que caíram em São Paulo, principalmente na semana passada, dizimaram vidas, bloquearam vias, provocaram desabastecimento e destruíram bens. Uma cena que chamou a atenção foi uma Lamborghini Huracán avaliada em R$ 1,6 milhão que ficou debaixo d’água em um estacionamento.

O projetista Fernando “Mutant” Santos, que tomava conta do carro relata que preparava o veículo para um programa de reality. O automóvel estava estacionado na garagem do apartamento dele, situado em condomínio na Vila Leopoldina. O homem disse ao G1 que desmaiou ao ver a situação.

“Eu desmaiei na hora, fiquei em estado de choque e meus vizinhos me seguraram”, relembrou. “Foi a pior manhã da minha vida. Parecia cena de filme de terror, não desejo isso para ninguém. Foi desesperador, trágico, o caos”, destacou.

 

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Fernando afirmou ter ficado sem dormir durante dois dias desde que soube do ocorrido. “Bem material a gente trabalha, conquista, dá nossos ‘pulos’ para resolver, mas teve gente que perdeu vida”, pondera.

O modelo superesportivo estava envolvido em projeto que iria produzir uma série de vídeos mostrando a preparação da Lamborghini. A expectativa era de promover mudanças no motor, conjunto mecânico e na aerodinâmica, além de fazer o carro passar de 610 para 1.500 cavalos.

Várias imagens do automóvel viralizaram nas redes sociais, mostrando a garagem onde a máquina e outros veículos estavam, como um Porsche 911 (veja vídeos abaixo).

Carro sem seguro

De acordo com Vinícius Vilela, CEO da Trend Innov Action, produtora responsável pelo projeto, como o veículo não era para uso no dia a dia, ele não tinha seguro.

Recebido por meio de uma doação, o carro seria leiloado depois do evento e o valor da compra, doado a uma entidade assistencial.

“O que era um sonho acabou virando um pesadelo”, comentou o projetista, que revela ainda não ter conseguido dormir desde o incidente.

Chuva histórica

A cidade de São Paulo registrou, entre a tarde de domingo (09/02/2020) e a manhã da última segunda-feira (10/02/2020), o segundo maior volume de chuva em 24 horas no mês de fevereiro, desde que o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) passou a registrar a milimetragem de precipitação, em 1943.

O recorde contabilizado pelo instituto aconteceu em 2 de fevereiro de 1983, quando choveu 121,8 mm. Nesse fim de semana, das 9h de domingo às 9h de segunda-feira, a capital paulista teve 114 mm de precipitação.

O grande volume de água gerou caos na cidade. A prefeitura de São Paulo decretou estado de calamidade pública e pediu ajuda ao governo estadual.

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