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Zema discute com Haddad alternativas para recuperação fiscal de MG

Após não ser recebido pelo presidente Lula, governador de MG, Romeu Zema, esteve com o presidente do Senado e com o ministro Haddad

Flávia Said, Mariah Aquino22/11/2023 18:10, atualizado 22/11/2023 18:26
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Marcello Casal Jr./ Agência Brasil
Romeu Zema, de terno e gravata,com a cabeça inclinada -- Metrópoles

Após não ser recebido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), esteve nesta quarta-feira (22/11) com o presidente do Congresso Nacional, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para tratar da renegociação de dívidas do estado com a União.

Na terça (21/11), assumindo protagonismo na questão fiscal de Minas, Pacheco apresentou uma proposta alternativa ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF). O senador tem sido ventilado como possível candidato ao governo mineiro em 2026.

“É uma proposta que considero uma alternativa inteligente ao Regime de Recuperação Fiscal, porque o regime de recuperação fiscal sacrifica servidores do estado e municípios e pressupõe a venda do patrimônio do estado à iniciativa privada”, afirmou Pacheco.

O cerne da proposta de Pacheco é a federalização de empresas estatais mineiras, como a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) e a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), usando as participações acionárias como título de pagamento da dívida.

Nesta quarta, Zema esteve com Pacheco para conhecer a proposta e classificou a reunião como “extremamente produtiva”. “Ele apresentou a nós o seu plano de aprimorar o regime de recuperação fiscal, que seria ‘tipo um RRF 2.0’, bem aperfeiçoado com relação ao que já existe. E isso vai possibilitar, caso o caminho venha a prosperar, uma solução de parte expressiva da dívida de Minas Gerais”, afirmou.

“Eu fico muito satisfeito de o presidente do Senado estar empenhado na questão. Quanto mais pessoas, instituições, nós tivermos direcionadas nesse esforço, melhor”, completou Zema.

Mais tarde, no Ministério da Fazenda, a equipe do governador pediu a Haddad um adiamento do prazo para Minas aderir ao atual regime, que vai até 20 de dezembro.

A dívida de Minas com a União hoje é de R$ 160 bilhões, o que limita o poder do estado de investir.

Constrangimento político

O governador ainda frisou ter solicitado agenda com o presidente petista nesta semana, em que esteve no Palácio do Planalto, e foi recebido pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa. Ele lembrou também que participou de reuniões com outros governadores na Fazenda há alguns meses.

“Então, eu tenho tido o maior empenho nessa questão, e o regime de recuperação fiscal de Minas está na Assembleia há mais de quatro anos, inclusive chegou a bloquear a pauta. Desde o início do meu governo, tenho lutado para solucionar esse problema.”

Questionado se houve algum tipo de constrangimento político com Lula e Haddad, Zema, que apoiou Jair Bolsonaro (PL) nas eleições de 2022, respondeu:

“Eu tô aqui é para solucionar. Se eu for xingado, apedrejado e solucionar, eu vou sair satisfeito.”

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