*
 

A Policia Federal está nas ruas nesta quinta-feira (26/7) em nova etapa da Operação Zelotes. São investigadas denúncias de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo conselheiros e ex-conselheiros do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf).

Desta vez, são investigadas oito pessoas e duas empresas. Os prejuízos calculados ultrapassam, em valores atualizados, R$ 900 milhões. Entre os alvos da diligência, está Roberto Giannetti da Fonseca.

A PF apura suspeita de que ele teria recebido R$ 2,2 milhões em propina para conseguir livrar uma empresa de pagar R$ 900 milhões em dívidas de impostos no Carf. O economista e empresário é ligado a Geraldo Alckmin (PSDB), pré-candidato ao Palácio do Planalto.

O ex-secretário de Comércio Exterior Daniel Godinho, do governo Dilma Rousseff (PT), também está sendo investigado nesta fase da operação.

Segundo o Ministério Público, “as empresas contratadas e os envolvidos que nelas atuavam tinham acesso a informações privilegiadas, bem como contatos com pessoas-chave para lograr sucesso nos julgamentos do tribunal administrativo.”

Investigadores destacam que a siderúrgica já possuía assessoria técnica, representada por outro advogado, quando decidiu ‘investir’ nos serviços oferecidos pela consultoria.

Estão sendo cumpridos mandados de busca e apreensão em Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro e Recife.

Deflagrada em março de 2015, a Zelotes teve origem em uma carta anônima entregue num envelope pardo, denunciando um dos maiores esquemas de sonegação fiscal já descobertos.

A operação também foca lobbies envolvendo grandes empresas do país.