Zelador chamou vítima para vinho antes de agredi-la e incendiar prédio

Uma amiga da vítima, funcionária de um estabelecimento próximo ao prédio, confirmou os relatos e também afirmou que é assediada pelo zelador

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Imagem colorida, Zelador que incendiou prédio e agrediu mulher tem histórico de assédio- Mtrópoles
1 de 1 Imagem colorida, Zelador que incendiou prédio e agrediu mulher tem histórico de assédio- Mtrópoles - Foto: Reprodução/Redes Sociais

O zelador Osvaldo Conceição Ferreira, suspeito de incendiar um prédio e espancar uma moradora, foi denunciado por assédio no livro de ocorrências do condomínio. A mulher agredida mora no 4º andar e relatou que o suspeito a chamou para tomar um vinho, atitude que a incomodou.

Os crimes ocorreram nessa quarta-feira (27/8) em um edifício no Rio Vermelho, em Salvador (BA).

De acordo com o Correio 24 Horas, parceiro do Metrópoles, em janeiro do ano passado, Osvaldo convidou a vítima para tomar vinho, por meio de um aplicativo de mensagens.

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Justiça determina prisão de zelador que espancou moradora em Salvador
O zelador Osvaldo Conceição Ferreira chega com galão de gasolina para incendiar o prédio onde trabalha, na Bahia
Zelador que incendiou prédio e agrediu mulher tem histórico de assédio
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O zelador Osvaldo Conceição Ferreira chega com galão de gasolina para incendiar o prédio onde trabalha, na Bahia
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O zelador Osvaldo Conceição Ferreira chega com galão de gasolina para incendiar o prédio onde trabalha, na Bahia

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“Gostaria que alguma providência fosse tomada, pois, como funcionário do prédio, o ‘seu’ Osvaldo tem obrigação de manter o devido respeito aos moradores e não lhes causar nenhum tipo de importunação”, escreveu a moradora.

Uma amiga da vítima, funcionária de um estabelecimento próximo ao prédio, confirmou os relatos e também afirmou que é constantemente assediada pelo zelador no local onde trabalha.

“Ela mora sozinha e me contou que pedia favores para o zelador. Mas ele começou a chamá-la para sair, e ela sempre cortou. Até que chegou ao ponto de ela falar com a esposa dele que estava sendo assediada. Mesmo assim, ele continuava”, contou a amiga da vítima.

Três moradores do prédio confirmaram que o comportamento do zelador causava insatisfação, uma vez que ele deixava de levar correspondência e abusava do consumo de bebidas alcoólicas. Eles também descreveram que o zelador tratava bem os moradores que gostava, porém, não tinha boa relação com pessoas que não o agradavam.

Caso é investigado

Na primeira linha de investigação, o caso foi tratado como incêndio criminoso. Após os relatos dos moradores, a delegada Zaira Pimentel afirmou que se tratava de um caso a ser investigado pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).

Veja o momento em que o zelador causa o incêndio:

“No hospital, nós constatamos que se tratava de uma situação de dano qualificado, pelo uso de substância inflamável (gasolina), e tentativa de feminicídio. Não porque o agressor e a vítima tivessem em um relacionamento, mas pela desconsideração da condição de mulher da vítima”, explicou a delegada.

O zelador mora de favor no prédio, com a esposa e o filho pré-adolescente. Todos estavam no condomínio no momento em que Osvaldo colocou fogo no primeiro andar e agrediu a professora. Osvaldo, inclusive, avisou a companheira de que iria comprar gasolina, como ela própria relatou em depoimento.

Após atear fogo ao 1º andar, o zelador subiu até o apartamento da moradora, no quarto piso, e a agrediu com socos no rosto. Após espancá-la, Osvaldo tentou fugir, pulando de uma altura considerável e sofrendo ferimentos.

As investigações estão em andamento, e o zelador permanece hospitalizado sob custódia no Hospital Geral do Estado (HGE).

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