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Brasil

Zambelli sobre Bolsonaro: "Mais fácil botar a culpa em outra pessoa"

Deputada Carla Zambelli falou com o Metrópoles sobre o que sente em relação ao ex-presidente Jair Bolsonaro

Neila Guimarães, Giovana Alves23/04/2025 15:43, atualizado 23/04/2025 17:44
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VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Carla Zambelli

A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) afirmou nesta quarta-feira (23/4), em entrevista ao Boletim Metrópoles, que não guarda rancor do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por tê-la acusado de ter tirado seu mandato. Bolsonaro culpou Zambelli por influenciar a reta final da eleição que perdeu para Lula por causa de cena em que ela perseguiu armada um homem na véspera do segundo turno de 2022.

Veja trecho:


O que está acontecendo:

  • A deputada Carla Zambelli foi indiciada por ter perseguido o jornalista Luan Araújo em uma rua na zona oeste da capital paulista.
  • A situação ocorreu na véspera do segundo turno presidencial de 2022.
  • O ex-presidente se afastou dela e em uma entrevista atribuiu sua derrota eleitoral ao ocorrido e afirmou que ela tirou o mandato dele.

“Mais fácil botar a culpa em outra pessoa quando você sai perdedor de alguma coisa”, avaliou Zambelli, falando sobre a reação do ex-presidente.

Apesar do que foi dito, Zambelli afirma não guardar rancor e diz estar orando pela recuperação de Bolsonaro, que está internado há 10 dias após cirugia para tratar uma obstrução intestinal, pois ele tem muito a doar ainda ao país.

“Me fez muito mal, eu piorei muito da depressão e dói muito mais isso do que uma condenação de prisão. É uma injustiça, eu me doei muito por essa causa toda Bolsonaro”.

Sobre de sentir abandonada por Bolsonaro, ela diz não se sentir pois não tinha a expectativa de que ele não a abandonasse. “Quando eu fazia bem ao governo Bolsonaro, eu não fazia o bem para o Bolsonaro, mas sim para o governo”.

Sobre as críticas por não ter rompido com o ex-presidente e continuar o apoiando, ela afirma que não enxerga a situação como se humilhar ou puxar saco de Jair.

“Não posso implesmente abandonar uma história. Não posso pegar uma pessoa que tem uma importância política e histórica e reduzir ele a uma fala infeliz”, disse.

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