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Fundadora e coordenadora executiva do Projeto Uerê, Yvonne Bezerra de Mello luta há muitos anos pelos direitos da população menos favorecida, com parte substancial dela vivendo em situação de rua no país. Muito antes de seu nome ganhar destaque no noticiário, quando, em 1993, gritou contra a chacina de crianças na Candelária, Yvonne já levava a educação a crianças e jovens moradores de rua. Em entrevista à NEW MAG, ela desabafou sobre o assassinato do jovem congolês Moïse Kabamgabe, de 24 anos, agredido até a morte no quiosque onde trabalhava na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio.
Como a senhora vê esse acontecimento?
O Brasil tem um linchamento por dia. O linchamento aqui é uma prática muito comum. Nas comunidades, muitas pessoas morrem assim, amaradas. Só que, nos últimos anos, nesses últimos momentos, há um discurso de ódio que faz com que a população se ache dona da verdade e queira ser ela a justiceira. Eu vejo isso em todas as classes, vejo isso em discussões onde você não está fazendo nada e o cara te agride, no trânsito. O caso do Moïse é um caso típico. Como disse um dos assassinos dele: ‘eu quis extravasar a minha revolta.’ Isso é uma coisa muito importante, ele ter dito isso. Nos faz entender que, aqui no Brasil, na maioria das vezes, as mortes são por motivos muito fúteis.
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