Votação do Orçamento é adiada devido à viagem de Motta e Alcolumbre
Além dos compromissos dos presidentes das Casas, a CMO informou que a votação do Orçamento precisou ser adiada por pendências no relatório

A Comissão Mista de Orçamento (CMO) anunciou, na noite dessa sexta-feira (14/3), um comunicado da presidência da Câmara dos Deputados de que a votação do Orçamento de 2025 será adiada para abril.
Inicialmente, o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2025 estava agendado para ser apreciado na próxima terça-feira (18/3) no colegiado e na quarta-feira (19/3) no plenário do Congresso Nacional. Agora, a previsão é votar na semana de 31 de março a 4 de abril na CMO e no plenário, logo depois.

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Ver todasDe acordo com a nota, a mudança no cronograma foi motivada pela ausência dos líderes das Casas Legislativas e pela pendência do relatório da peça orçamentária de 2025 do senador Angelo Coronel (PSD-BA).
Os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), acompanharão o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em visita oficial ao Japão, nos dias 24 a 27 de março. O retorno de Motta está previsto apenas para 30 de março.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA presidência da CMO, por sua vez, nega qualquer tipo de adiamento no cronograma inicial do Orçamento de 2025. Com isso, o deputado Julio Arcoverde (PP-PI) disse que a votação nos dias 18 e 19 de março está mantida.
Orçamento de 2025 ainda está pendente
Como a votação e a sanção do PLOA estão pendentes, o Poder Executivo tem autorização de fazer apenas despesas consideradas essenciais ou obrigatórias até o limite previsto no projeto enviado ao Congresso Nacional.
Isto é, uma liberação mensal de 1/12 (um doze avos) do valor previsto para o custeio da máquina pública.
A votação do Orçamento já atrasou 11 vezes. Confira todos os casos:
- 1997 e 1999: a aprovação ocorreu em janeiro;
- 1993, 2008, 2013, 2015 e 2021: a aprovação ocorreu em março;
- 1996, 2000 e 2006: a aprovação ocorreu em abril;
- 1994: a aprovação ocorreu em outubro (recorde após 14 meses de tramitação)
No momento, o governo deve encaixar dentro das regras fiscais programas que estavam sendo colocados à parte, como o Pé-de-Meia e o auxílio-gás. Para resolver tais pendências, o governo Lula enviou um ofício ao Congresso nessa quarta-feira (12) com os pedidos de ajustes do Orçamento 2025.
O texto, assinado pela ministra Simone Tebet (Planejamento), prevê corte de R$ 7,7 bilhões no Bolsa Família, a inclusão dos R$ 3,6 bilhões no Vale-Gás e a manutenção de R$ 1 bilhão para o programa Pé-de-Meia.



