Vorcaro recebe 4ª visita do advogado em meio a negociação por delação
Vorcaro foi transferido para a Superintendência da PF, em Brasília, na quinta-feira (19/3), após autorização do ministro André Mendonça
atualizado
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O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, recebeu a quarta visita consecutiva do advogado Sérgio Leonardo, nesta segunda-feira (23/3), na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília. A ida de Sérgio ocorre em meio às tratativas com Vorcaro para uma possível delação premiada.
Vorcaro foi transferido do Sistema Penitenciário Federal para a Superintendência da PF na quinta-feira (19/3), após autorização do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A transferência de Vorcaro abre a possibilidade de uma delação premiada devido a um termo de confidencialidade que o banqueiro assinou com a Procuradoria-Geral da República (PGR) e com a PF.
O responsável por negociar e conversar com Vorcaro para uma possível colaboração à Justiça é o advogado Sérgio Leonardo. Ele é procurador-geral da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Nacional e atualmente compõe a defesa do banqueiro Daniel Vorcaro, com José Luis Oliveira Lima, o Juca.
O advogado permaneceu na PF por mais de 1h e meia e deixou o local sem falar com a imprensa.
Na superintendência, Vorcaro está sozinho, em uma cela comum, e segue a rotina normal de um presidiário, segundo a PF. A sala especial, onde o ex-presidente Jair Bolsonaro permaneceu preso, é destinada somente a autoridades e chefes de Estado.
A cela de Vorcaro tem cama, banheiro e grades, diferentemente da suíte com ar-condicionado onde o ex-presidente ficou. O dono do Banco Master está sozinho porque não há outros presos na carceragem.
Vorcaro detido desde março
Vorcaro foi preso no âmbito da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal. Embora tenha sido solto para responder em liberdade sob medidas cautelares, foi preso novamente no começo do mês de março.
A investigação apura suspeitas de crimes financeiros, pagamento indevido a agentes públicos e a existência de uma estrutura paralela de monitoramento, descrita por investigadores como uma espécie de “milícia privada”.
A apuração da PF revelou um esquema de fraudes bilionárias, estimado em cerca de R$ 17 bilhões, que incluía a criação de carteiras de crédito falsas e a tentativa de vender essas ações fictícias ao Banco de Brasília.






