"Vivemos uma verdadeira herança à propina", diz procurador da Lava Jato
Roberson Pozzobon fez o comentário após prisões na 39ª fase da operação

O procurador Roberson Pozzobon, da força-tarefa da Operação Lava Jato, apontou, nesta terça-feira (28/3), para uma “verdadeira herança à propina”. Sucessor de Pedro Barusco na gerência Executiva de Engenharia e Serviços da Petrobras, o ex-executivo da estatal Roberto Gonçalves foi preso em Boa Vista, Roraima, alvo da Operação Paralelo, 39ª fase da Lava Jato.

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Ver todasSegundo Pozzobon, “a partir de diversas colaborações, documentos e cooperações internacionais”, foi revelado que após a saída de Pedro Barusco da gerência, “na sucessão do cargo também se passou o bastão da propina”. “Pedro Barusco conversou com executivos da UTC, da Odebrecht e falou: “Olha, a partir de agora, quem vai receber propina em favor da gerência de Engenharia da Petrobras será o Roberto Gonçalves. Conversem com ele”. Foi nesse sentido que o colaborador e então operador financeiro Mário Góes revelou que passou a fazer pagamentos em dinheiro a Gonçalves e também pagamentos via remessa ao exterior”, relatou Roberson Pozzobon.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles“Interessante nesta fase da Lava Jato é o que restou evidenciado no sentido de uma sucessão de pessoas, não apenas no cargo de gerente de Engenharia da Petrobras, mas no recebimento das propinas. Passados três anos de Operação Lava Jato, diversas colaborações celebradas, documentos coletados, se verificou que a corrupção é intergeracional, ela passa de geração em geração, infelizmente, de pai para filho.”



