Viúva de motorista de caminhão morto por delegado: “Covardia”

Maria Regina de Jesus, de 50 anos, vela o marido na manhã desta quinta (28/7) em BH. O caminhoneiro foi morto em uma briga de trânsito

atualizado

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Delegado (1)
1 de 1 Delegado (1) - Foto: Reprodução/TV Globo

A viúva de Anderson de Melo, o motorista de caminhão morto pelo delegado da Polícia Civil de Minas Gerais Rafael Horácio, velou o marido na manhã desta quinta-feira (28/7).

No funeral, acolheu amigos e familiares, e lamentou o assassinato. “Foi uma covardia muito grande o que o delegado fez com a minha família. Está doendo muito e, com certeza, vai ser difícil passar por isso. Agora é que a ficha da gente está caindo”, desabafou.

Maria Regina de Jesus, de 50 anos, agora terá que cuidar sozinha dos dois filhos pequenos. “O provedor da casa era ele”, conta.

Anderson de Melo morreu durante uma confusão de trânsito com o delegado Rafael Horácio, na terça-feira (26/7), em Belo Horizonte. O delegado, que estava em um carro não-caracterizado como de polícia, diz ter sido fechado pelo caminhão. Isso causou uma briga.

O policial atirou contra o motorista. O projétil atingiu o pescoço de Anderson e, mesmo com atendimento médico e cirurgia, ele morreu.

O policial alegou ter agido em legítima defesa e foi liberado. Segundo a polícia, “Não houve elementos jurídicos para a prisão” do homem.

A víúva se revoltou com a notícia da liberdade do homicida. “Quem fez isso já está solto e meu marido vai hoje para debaixo da terra. É um absurdo”, reclama.

“O delegado alegou que meu marido teria fechado ele no trânsito. Anderson não era disso, conheço o caráter do meu marido. Queria que mostrassem a marca da batida de carro que ele [Rafael Horácio] está alegando. Cadê essa marca? E, ainda assim, se teve uma batida, não era motivo para ele ter matado meu marido”, desafia.

Chorando, ela pediu que delegado se colocasse no lugar dela. “E se tivessem feito isso com a família dele? E se fosse o Anderson a atirar nele e o matar, como seria? Eles teriam ouvido meu marido e o liberado em seguida? Acho que não. A corda arrebenta sempre para o lado dos mais fracos”, disse, indignada.

O velório de Anderson acontece nesta quinta-feira (28/7) na Grande BH. Pela manhã, familiares e amigos velam na Igreja Missionária Pentecoste de Fogo, na capital mineira, e depois o corpo vai para a cidade de Igarapé, na região metropolitana, onde será enterrado às 15h. Caminhoneiros colegas de profissão marcaram carreata até o cemitério em Igarapé.

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