
Vitória de Furlan no Amapá representa derrota política para Alcolumbre
Derrota de Clécio é golpe duro para presidente do Senado que já enfrenta desgastes em Brasília à frente da disputa pelo comando da Casa
04/10/2026 20:20, atualizado 04/10/2026 20:48

A vitória de Dr. Furlan (PSD), eleito para ser governador do Amapá no primeiro turno contra o atual chefe do Executivo estadual Clécio Luís (União Brasil) neste domingo (04/10), representa uma derrota amarga para o presidente do Congresso Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
Furlan foi declarado matematicamente eleito pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com 88,51% das urnas apuradas e obteve 62,01% contra 37,72% de Clécio.
O resultado das urnas fragiliza a posição do parlamentar para a eleição de 2027 dentro do Congresso, em que ele deve tentar se eleger novamente presidente do Legislativo, e se soma ao desgaste vivido por Alcolumbre envolvendo a recusa em pautar o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

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Ver todasEm nota, Alcolumbre diz reconhecer o resultado e ter “serenidade para reconhecer a vontade popular e responsabilidade para continuar defendendo aquilo em que acreditamos”.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles“Seguiremos trabalhando para que o nosso estado tenha um futuro de desenvolvimento, segurança e oportunidades para todos. O Amapá nasceu para ser gigante. E ninguém, absolutamente ninguém, tirará esse futuro do nosso povo”, diz o comunicado.
A derrota de Clécio também fragiliza uma eventual tentativa de reeleição de Alcolumbre ao Senado em 2030. A ausência de um aliado no governo compromete a destinação de recursos e execução de obras de interesse do grupo, além de colocar em aberto indicações do parlamentar dentro da máquina estadual.
Além do governo, o grupo de Furlan também lidera na disputa ao Senado, com a esposa, Rayssa (Podemos) em primeira na disputa e o senador Lucas Barreto (PSD) em segundo lugar, deixando de fora o atual líder do governo Randolfe Rodrigues (PT), aliado de Alcolumbre.



