Virado à paulista é reconhecido como patrimônio imaterial de São Paulo

“Este prato expressa uma demonstração da diversidade cultural característica de São Paulo”, diz parecer que pautou decisão do Condephaat

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

SERGIO CASTRO/ESTADÃO
SCA SÃO PAULO 20.03.2017 – PALADAR – COMIDA DE PERIFERIA – RESTAURANTE DA MARLENE (PARELHEIROS) e POINT DO ACARAJÉ EM PARAISÓPOLIS DE TEOMILA VELOSO.FOTO SERGIO CASTRO/ESTADÃO.
1 de 1 SCA SÃO PAULO 20.03.2017 – PALADAR – COMIDA DE PERIFERIA – RESTAURANTE DA MARLENE (PARELHEIROS) e POINT DO ACARAJÉ EM PARAISÓPOLIS DE TEOMILA VELOSO.FOTO SERGIO CASTRO/ESTADÃO. - Foto: SERGIO CASTRO/ESTADÃO
Protagonista do almoço dos paulistanos às segunda-feira, o Virado à Paulista passou a ser oficialmente um patrimônio imaterial do estado de São Paulo. O Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Governo do Estado de São Paulo (Condephaat) tombou e o reconheceu como patrimônio cultural para preservar a tradição e fortalecer sua importância para a história do estado.

Arroz, feijão, farinha de milho, carne-seca, bisteca, torresmo, linguiça, couve, ovo frito e banana empanada são os ingredientes básicos da receita tombada pelo órgão.

O prato, que teve origem no século 16, era composto por feijão, farinha de milho ou de mandioca e toucinho de porco. Servia como alimentação nas monções e bandeiras. Durante as expedições, os alimentos chacoalhavam e ficavam “revirados”, dando origem ao prato.

Segundo o órgão, a diversidade do território paulistano está presente na história do virado, que carrega alimentos de origens indígenas, portuguesas, africanas e italianas.

“O registro do Virado Paulista pode ampliar a visibilidade de uma característica marcante na História de São Paulo: a integração de culturas de diversas procedências, ainda que historicamente marcada por confrontos, dominações e resistências Este prato expressa em sua composição uma demonstração da diversidade cultural característica de São Paulo”, diz o parecer técnico da Unidade de Preservação do Patrimônio Histórico que pautou a decisão do Condephaat.

Para o conselho, o prato teve importância nas viagens de expansão do território brasileiro e agrega anos de encontros de culturas, tradições, conhecimento e de prazer sensorial, que formaram a diversidade de São Paulo. Confira receita do virado à paulista.

Registro imaterial
Um decreto de 2011 permite o reconhecimento de manifestações culturais do estado. O objetivo é identificar e reconhecer conhecimentos, formas de expressão, modos de fazer e viver, rituais, festas e manifestações que façam parte da cultura paulista. O primeiro patrimônio imaterial reconhecido no Estado foi o samba paulista, em janeiro de 2016.

Desde 2004 o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) também implementou uma política de proteção de bens imateriais no País, entre eles estão o Círio de Nossa Senhora de Nazaré (Pará), o frevo (Pernambuco), a Romaria de Carros de Boi da Festa do Divino Pai Eterno de Trindade (Goiás) e o Samba de Ronda (Bahia).

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNotícias Gerais

Você quer ficar por dentro das notícias mais importantes e receber notificações em tempo real?