Vídeo: Zé Trovão recua e dá por encerrados bloqueios de caminhoneiros

Militante bolsonarista que insuflou levante de caminhoneiros está foragido da Justiça brasileira no México

atualizado 10/09/2021 15:57

Zé TrovãoReprodução/Redes sociais

O bolsonarista Marcos Antônio Pereira Gomes, conhecido como Zé Trovão, que tem mandado de prisão em aberto e está foragido no México, divulgou mensagem por vídeo, na tarde desta sexta-feira (10/9), anunciando o fim do movimento de caminhoneiros que ele ajudou a convocar para pressionar o Senado a destituir ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Desde o dia 6 de setembro, bolsonaristas radicalizados ocuparam a Esplanada dos Ministérios, em Brasília. O grupo também bloqueou rodovias, com caminhões e máquinas agrícolas, na maioria dos estados. O plano declarado era entregar um ultimato ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, mas o tom agora é de recuo, ecoando a nota do presidente Jair Bolsonaro pela pacificação entre os Poderes.

“O presidente colocou a sua popularidade abaixo da gestão para que o Brasil tenha equilíbrio. Isso é muito importante”, justificou-se Zé Trovão.

A prisão do militante foi solicitada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e decretada pelo STF, por participação no planejamento de atos antidemocráticos. No vídeo publicado, Zé Trovão fez questão de ressaltar que não recuou.

“Estamos respeitando um pedido que o presidente Bolsonaro nos fez: pediu confiança e disse que está fazendo um trabalho que ele nunca poderia ter feito se não fosse os movimentos do dia 7 de setembro. Hoje, o Brasil alcança a sua liberdade de expressão, isso está garantido nesse acordo. E, além disso, a harmonia entre os Poderes será a partir de hoje”, conclui.

Ele também agradeceu deputados da base bolsonarista, como Carla Zambelli (PSL-SP), por terem entrado com pedido de habeas corpus para ele.

Veja a mensagem de Zé Trovão a seus seguidores:

No México, Trovão está com outro foragido da Justiça brasileira, o jornalista Oswaldo Eustáquio, que teve nova prisão decretada pelo Supremo por participação na promoção dos chamados atos antidemocráticos.

Mais lidas
Últimas notícias