Vídeo. Psicólogo seguiu músico antes de matá-lo com 47 facadas
Músico foi morto no Bosque dos Buritis, em Goiânia (GO). Suspeito confessou o crime em depoimento à polícia
atualizado
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Goiânia – Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que o suspeito de matar o músico Bruno Duarte, de 29 anos, segue a vítima pouco antes de cometer o crime no Bosque dos Buritis, na capital goiana. De acordo com a Polícia Civil de Goiás (PCGO), o cantor foi morto com 47 facadas.
Nas imagens divulgadas pela Polícia Civil, é possível ver o momento em que o cantor anda na calçada do lado de fora do bosque, usando uma camisa branca. Logo em seguida, o suspeito, identificado como Arthur Vinícius, aparece do lado de dentro do bosque, seguindo em direção ao cantor, até saírem do ângulo da câmera, às 18h33.
A polícia informou que foi nesse momento que o crime ocorreu. Veja o vídeo:
Seis minutos depois, o vídeo registrou quando o suspeito saiu do bosque, sendo seguido por uma testemunha. Segundo o delegado Vinícius Teles, esses elementos e o relato das testemunhas indicam que não houve legítima defesa, motivo alegado pelo suspeito em depoimento.
Crime por ciúmes
- O crime ocorreu em 26 de julho. Os agentes da Guarda Civil Metropolitana encontraram o corpo, com sinais de facadas, próximo ao Monumento da Paz.
- No dia, o suspeito fugiu e foi investigado pela Delegacia Estadual de Investigações de Homicídios (DIH). Ele foi preso em 28 de julho, em Catalão (GO), após ter sido ajudado por familiares. No momento da prisão, ele se identificou como professor universitário, mas sem informar de onde.
- Segundo a polícia, a motivação do crime seria porque o cantor Bruno estava em um relacionamento com a ex-companheira do psicólogo. Segundo o delegado, a separação entre o suspeito e a ex ocorreu em dezembro de 2024.
- O psicólogo tem 32 anos e é técnico administrativo em uma instituição federal.
Investigação
Segundo a PCGO, a corporação apura se o psicólogo se passou pela ex para atrair a vítima. O delegado aguarda o laudo para confirmar os IPs. Segundo ele, a ex contou que o suspeito lhe mandou prints das conversas que teve com o Bruno se passando por ela.
Com a investigação, o delegado relatou que o suspeito foi indiciado por homicídio, com três qualificadoras: motivo torpe, emboscada e meio cruel em razão do número excessivo de golpes que ele aplicou na vítima. Conforme Teles, as imagens registradas por uma testemunha comprovam a fúria no ataque que impossibilitou a defesa do músico.
Ainda segundo a polícia, a vítima e a ex-esposa do psicólogo começaram a se relacionar em março deste ano e tinham um relacionamento ainda superficial. Uma testemunha do crime relatou que, enquanto o psicólogo golpeava o músico, o suspeito falou: “Você nunca mais vai mexer com mulher de ninguém”.
Com a conclusão do inquérito, o caso foi encaminhado ao Ministério Público de Goiás (MPGO), que deve analisar o indiciamento e decidir sobre a apresentação da denúncia à Justiça.
