Vídeo: operação surpreende garimpeiros em fuga no Rio Madeira

Um operação que reúne Polícia Federal e órgãos ambientais queimou, segundo garimpeiros, ao menos 20 balsas retardatárias na fuga

atualizado 27/11/2021 18:45

Garimpeiros desmobilizam exploração no rio madeira em Autazes amazonia 4Igo Estrela/Metrópoles

Enviados especiais a Autazes (AM) – As balsas de garimpeiros que estavam saindo da região de Autazes, cidade amazonense a 113 km de Manaus, foram surpreendidas na tarde deste sábado (27/11) por tropas federais.

Um operação que reúne Polícia Federal e órgãos ambientais queimou, segundo garimpeiros, ao menos 20 balsas retardatárias na fuga. Os garimpeiros relataram os casos à reportagem do Metrópoles que está no local.

Veja vídeo:

Ao menos 600 balsas se reuniram na região até a última quinta (25/11), mas a ameaça da operação fez com que a maioria dos garimpeiros subisse o Rio Madeira em direção a Rondônia.

Porções de ouro e mercúrio foram apreendidas de acordo com as primeiras informações do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

A ação, batizada de Operação Uiara, foi deflagrada na manhã deste sábado (27/11). Ao menos 20 balsas foram encontradas, apreendidas ou queimadas no Rio Madeira durante operação feita pela Polícia Federal (PF), em parceria com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a Marinha e a Aeronáutica.

As apreensões ocorreram nas proximidades do município de Nova Orlinda do Norte, no Amazonas. Parte do material foi queimado pelas autoridades.

“Estão acabando com tudo. Colocaram fogo em mais de 20 balsas”, afirmou um dos garimpeiros à reportagem do Metrópoles.

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Cidade vizinha da Nova Orlinda do Norte, Autazes, com cerca de 40 mil habitantes, virou palco de uma corrida do ouro após circular, entre garimpeiros que já atuam no afluente do Rio Amazonas, a notícia de que havia um bom lugar para extrair minerais.

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Em duas semanas, centenas de balsas se juntaram na beira de um distrito de Autazes chamado Porto do Rosarinho.

Logo após as primeiras notícias sobre a chegada de centenas de balsas à região, no entanto, a maioria dos garimpeiros resolveu ir embora para evitar a fiscalização, como registrou o Metrópoles in loco.

 

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