Viana quer tentar votar nova convocação de Lulinha na CPMI do INSS

Presidente do colegiado disse que deve pautar o pedido na próxima semana; comissão rejeitou requerimento para convocar filho de Lula em 2025

atualizado

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CPMI do INSS no Senado Federal. Senador Carlos Viana - Metrópoles 7
1 de 1 CPMI do INSS no Senado Federal. Senador Carlos Viana - Metrópoles 7 - Foto: KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo

O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Carlos Viana (Podemos-MG, na imagem em destaque), afirmou que pretende pautar, na próxima semana, a convocação de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Se não for na próxima 5ª [5/2], na outra semana. Eu vou chamar os líderes. Vou conversar com eles. Vou colocar isso à mesa. Vai ser a 3ª vez que nós vamos tentar [aprovar a convocação de Lulinha]”, disse Viana a jornalistas no Senado.


Farra do INSS

  • A chamada “farra no INSS” veio à tona em dezembro de 2023 após séries de reportagens do Metrópoles, que mostraram o aumento explosivo das arrecadações de associações com descontos indevidos aplicados a aposentados — chegando a R$ 2 bilhões em um ano;
  • As entidades respondiam a milhares de processos por filiações fraudulentas;
  • As revelações levaram à abertura de inquérito da Polícia Federal e abasteceram investigações da Controladoria-Geral da União (CGU);
  • A Operação Sem Desconto, deflagrada em abril deste ano, resultou na demissão do então presidente do INSS e do ministro da Previdência, Carlos Lupi. No total, 38 reportagens do portal foram citadas pela PF na representação que deu origem à operação.

Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, foi citado pela Polícia Federal como possível sócio oculto do lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. Segundo depoimento de uma testemunha, o filho do presidente teria recebido uma mesada de R$ 300 mil do empresário.

Em 4 de dezembro, a CPMI rejeitou a convocação de Lulinha por 19 votos contrários. O requerimento foi apresentado pelo partido Novo. No texto, o deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS) afirma que o empresário Eli Cohen relatou, em depoimento, que o contador João Muniz Leite teria recebido recursos oriundos de desvios. À época, o profissional era responsável pelas contas de Lulinha.

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