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Brasil

Vereador homofóbico que ofendeu Paulo Gustavo é expulso do partido

"Na minha opinião, essa coisa moderna [casamento homoafetivo] não serve para mim. Não podemos pregar esse tipo de coisa”, disse o vereador

09/06/2021 12:48, atualizado 09/06/2021 13:36
Reprodução/Instagram
Thales Bretas e Paulo Gustavo

Depois de disparar ofensas homofóbicas ao artista Paulo Gustavo e sua família, o vereador de Maripá (PR) Donaldo Seling (Cidadania-PR) foi expulso do partido. O Diretório Estadual do Cidadania do Paraná aprovou, nessa terça-feira (8/6), por unanimidade relatório da Comissão de Ética do partido que recomenda a saída do vereador.

O parlamentar criticou a união homoafetiva entre o ator Paulo Gustavo e Thales Bretas em discurso realizado em maio.

“Na minha opinião, essa coisa moderna não serve para mim. Não podemos pregar esse tipo de coisa”, disse o vereador, que em outro trecho continua o discurso homofóbico. “Não podemos perder o que há no coração de uma mãe, o que há de mais bonito de uma família unida: pai e mãe, não marido com marido ou marida com marida. Não sei como fala essa porcaria, do tanto que odeio isso…”

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O comediante morreu por complicações da Covid-19 no mês passado, depois de 53 dias internado no Hospital Copa Star, no Rio de Janeiro.

 No parecer sobre o caso, o relator Wanderley Lopes afirmou que as declarações feitas pelo vereador agridem frontalmente o Estatuto do partido. “O comportamento do Sr. Donaldo Seling, não coaduna com a posição do Cidadania e fere o Estatuto Partidário e seus programas na luta por uma sociedade mais justa, paritária e respeitosa, principalmente das minorias em todas as suas frentes de representação”, disse.

 Lopes também ressaltou a importância do ator citado por Donaldo. “Paulo Gustavo era um artista que contribuiu com a sua arte entrando na casa de milhões de pessoas, e levando alegria nessa época de isolamento”, ressaltou.

 O relator ainda reafirmou a posição do partido sobre o assunto. “Essa atitude além de criar uma exposição negativa diante da sociedade brasileira, extrapola a função para a qual o vereador foi eleito”, concluiu.