Veículos elétricos: indústria teme corte em impostos de importação
Empresários se mobilizam para evitar a aprovação de proposta em consulta pública no Ministério da Fazenda
atualizado
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Empresários brasileiros que fabricam veículos elétricos estão preocupados com um movimento de organizações internacionais e que tem recebido apoio de alguns prefeitos de cidades brasileiras, endereçado ao Ministério da Fazenda, para aprovar o corte de impostos sobre a importação desses produtos. De acordo com o setor, a iniciativa ameaça empregos e investimentos da indústria nacional.
Fabricantes nacionais já se mobilizam para evitar que a proposta, em consulta pública no Ministério da Fazenda, siga adiante. “Temos indústrias já instaladas no Brasil, com capacidade de atender as necessidades das cidade e operadores de ônibus pelos próximos 3 anos. Temos ainda apetite para investir e ampliar em novas unidades de fabricação”, afirma Marcello Von Schneider, diretor Institucional e Head da divisão de ônibus da BYD (Build Your Dreams) Brasil, principal fabricante no país hoje de ônibus elétrico.
Somente no estado de São Paulo, existem quatro grandes indústrias, entre fabricantes de chassis e carroceria de ônibus, que seriam impactadas diretamente com a proposta de redução de alíquota de 35% para zero na importação de ônibus elétricos.
“Estamos falando de milhares de funcionários que podem perder emprego. A proposta atinge em cheio a indústria nacional e os investimentos já feitos e os previstos. O Brasil pode perder sua capacidade de se industrializar e de gerar empregos. Precisamos de medidas que sejam a favor da produção nacional e do desenvolvimento da economia das cidades brasileiras”, afirma Marcello.
