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Após a ordem de prisão de Luiz Inácio Lula da Silva ser expedida pelo juiz Sérgio Moro, nesta quinta-feira (5/4), uma vigília com militantes do Partido dos Trabalhadores (PT) tomou conta do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, situado em São Bernardo do Campo (SP). O ex-presidente esteve no local, reunido com apoiadores e militantes petistas, mas não fez discurso nem concedeu entrevistas. Coube a outros líderes da sigla explicarem os próximos passos a serem dados pela defesa do político para evitar a cadeia ou cumprir a determinação do juiz da Lava Jato.

Perguntado se o ex-presidente irá se apresentar à Polícia Federal, às 17h desta sexta-feira (6), conforme ordenado por Moro, o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) afirmou que isso não foi definido no encontro da cúpula petista. “[Lula] Vai decidir só amanhã”, disse o parlamentar.

Já a presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), reafirmou a inocência do ex-presidente e a “obsessão e ódio do juiz Sérgio Moro” por ele.

“Chega a ser doentio por parte do juiz (Sérgio Moro) não observar os prazos recursais que ainda temos diante do TRF-4, sequer a publicação do Supremo Tribunal Federal”, disse a senadora, referindo-se ao acórdão sobre o habeas corpus (HC) impetrado pela defesa para evitar a detenção do político. O HC foi negado pela Corte na madrugada desta quinta. “Isso é um atentado à democracia e aos direitos de Lula”, declarou.

Com gritos de apoio ao petista, representantes de organizações sociais, como o Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), estiveram no local. “Lula, PT, do povo brasileiro!”, entoavam, com a militância, dentro e fora do prédio. A expectativa de todos era ouvir as palavras do líder político, mas Lula preferiu conversar e abraçar os apoiadores, sem fazer qualquer declaração pública. .

Nesta noite, começou a circular pelas redes sociais petistas imagens de Lula ao lado da também ex-presidente Dilma Rousseff e da presidente nacional da sigla, Gleisi Hoffmann, entre outras lideranças (foto em destaque). Segundo assessores, é provável que o político pernoite na sede do sindicato onde deu início a sua vida política, a fim de traçar estratégias para sua defesa e condução do partido após a ordem de prisão de Sérgio Moro.

 

 

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