Vacina infantil: Sociedade de Imunizações repudia falas de Bolsonaro

Sociedade Brasileira de Imunizações se posicionou contra comentários feitos por Bolsonaro durante live na quinta-feira (6/1)

atualizado 07/01/2022 13:54

A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) divulgou, nesta sexta-feira (7/1), uma nota de repúdio às declarações do presidente Jair Bolsonaro (PL) na live de quinta-feira (6/1). Na ocasião, o mandatário fez comentários negacionistas sobre a vacina contra a Covid em crianças.

Na live, Bolsonaro voltou a falar dos efeitos adversos da vacina da Pfizer em crianças, a desestimular a imunização do público infantil e também falou, mais uma vez, que sua filha Laura não será vacinada: “Eu adianto a minha posição: a minha filha de 11 anos não será vacinada. Se você quiser seguir o meu exemplo, tudo bem. Se não quer, tudo bem, um direito teu”.

Em nota, a SBIm afirmou que o presidente “deturpou” informações apresentadas por cientistas na audiência pública promovida pelo Ministério da Saúde na última terça-feira (4/1) sobre o assunto.

“O presidente cria um desnecessário clima de medo, que pode motivar inúmeros pais ou responsáveis a não levarem suas crianças às salas de vacinação. Em outras palavras, o discurso pode causar hospitalizações, mortes e sofrimento evitáveis”, consta no texto.

A entidade médica afirmou que nenhuma morte de criança é negligenciável e ponutou que é “inadmissível testemunhar crianças serem hospitalizadas e falecerem por doenças preveníveis por vacinas”.

“A todos que estão com receio, transmitimos uma mensagem tranquilizadora. A vacinação de crianças entre 5 e 11 anos é segura, eficaz e salvará vidas da mesma forma que a vacinação de adultos e adolescentes vem salvando. Esperamos vocês nos postos de vacinação”, concluiu a SBIm.

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Vacinação infantil

Nessa quarta-feira (5/1), o Ministério da Saúde decidiu por não determinar a obrigatoriedade de receita médica para vacinação de crianças contra a Covid-19. A intenção inicial do governo era exigir prescrição médica. Contudo, após a audiência pública realizada na terça-feira (4/1) com membros de entidades médicas, a pasta decidiu recuar.

Dos 18 participantes da audiência, apenas três se opuseram à imunização de crianças. Além disso, durante o encontro, a secretária Extraordinária de Enfrentamento à Covid, Rosana Leite de Melo, afirmou que a maioria dos participantes da consulta pública sobre o tema se opôs à exigência da receita.

As primeiras doses de vacina para crianças contra a Covid-19 serão distribuídas a partir de 14 de janeiro, quando estados e municípios vão receber as primeiras doses pediátricas.

O cronograma de entrega dos imunizantes foi divulgado pelo secretário-executivo da pasta, Rodrigo Cruz, em coletiva nesta quarta-feira (5/1). Cerca de 3,74 milhões de doses do imunizante da Pfizer para a faixa etária de 5 a 11 anos chegam ao país ainda neste mês.

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